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  <title>Uma porta de mim... sem chave</title>
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  <description>Uma porta de mim... sem chave - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Sat, 28 Apr 2012 21:02:53 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Sat, 28 Apr 2012 21:02:53 GMT</pubDate>
  <title>O fantasma do amor</title>
  <author>claudia</author>
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  <description>Por enquanto o blog fica reservado aos desabafos emocionais desta fase. Vir&amp;atilde;o certamente mais tarde os posts light...&lt;br /&gt;Poucos ser&amp;atilde;o aqueles que nunca sofreram por amor, pela luta e pelo fim. Provavelmente tantos (ou os mesmos) quanto os que nunca amaram.&lt;br /&gt;Todos os restantes, eu inclu&amp;iacute;da, fazem do sofrimento por amor um mito, elevam o n&amp;iacute;vel da dor a patamares que exigem curativos da alma. Tempos de terapia prolongados e dolorosos.&lt;br /&gt;Mas h&amp;aacute; boas not&amp;iacute;cias. Porque os mitos, apesar de um desconfort&amp;aacute;vel fundo de verdade, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o reais, e acima de tudo vivem-se com a intensidade da f&amp;eacute; individual.&lt;br /&gt;Afinal, este fantasma n&amp;atilde;o tem propor&amp;ccedil;&amp;otilde;es de monstro, e at&amp;eacute; j&amp;aacute; nem assola todas as noites.&lt;br /&gt;Afinal a facada profunda d&amp;oacute;i demais quando se enterra na carne, quando se arranca do corpo, mas depois vai curando, devagar, sem gritos lacinantes. N&amp;atilde;o que a ferida se feche e a pele fique perfeita outra vez, longe disso.&lt;br /&gt;Faz lembrar as hist&amp;oacute;rias dos castelos assombrados, dos lobos maus, inventadas para afastar os viajantes de zonas consideradas menos pr&amp;oacute;prias.&lt;br /&gt;Afinal, o mundo n&amp;atilde;o acaba na fronteira do fim. Afinal &amp;eacute; sempre poss&amp;iacute;vel levantarmo-nos de qualquer queda, limpar as l&amp;aacute;grimas e seguir, continuar.&lt;br /&gt;Exorcizados todos os fantasmas, os dias come&amp;ccedil;am a ganhar um contorno diferente: o do novo eu, do eu que caiu e se redescobre devagar.</description>
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  <category>divórcio</category>
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  <pubDate>Sat, 31 Mar 2012 21:17:46 GMT</pubDate>
  <title>Aprender a brincar com o amor</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/95176.html</link>
  <description>&lt;p&gt;O que faz um amor especial ao ponto de ser vivido?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que torna esse sentimento uma pedra sobre a qual se vive uma vida?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Talvez mais fácil, o que é mais poderoso: as forças que destronam um amor ou um amor de verdade?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será que o amor pode ser eterno ou afinal se revela efémero, fraco como a paixão?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que faz bater com mais força o coração: viver o amor ou sobreviver ao fim do amor?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nunca acreditei em contos de fadas, nunca me comovi com filmes cor de rosa ou cenas românticas tiradas do comum (por diversas vezes aqui o mencionei). Acho que nunca me identifiquei com a princesa das tranças na torre à espera do príncipe encantado. Nunca me revi nesse papel de espera, de esperança, de encanto. Não me lembro em miúda de querer ser princesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Talvez sem esta base sonhadora olhe para o amor de uma forma demasiado pragmática. Talvez seja esta ausência de crença de um príncipe algures que me muralhe o coração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Viver ao lado de alguém ensina-nos muita coisa. Sobre nós. Sobre o que realmente nos faz feliz, sobre os nossos limites de dependência e independência, sobre o que cedemos, sobre fronteiras, sobre barreiras, sobre as aberturas em que libertamos a alma e a deixamos se entrelaçar em mente alheia. Viver com alguém e partilhar uma vida é uma aprendizagem social, em que aprendemos como as crianças a partilhar um brinquedo comum, neste caso, um amor. Nem sempre as crianças sabem brincar, magoam-se em gestos agressivos e selvagens, em atitudes infantis exageradas, em birras e amuos, em ignorância de expressão. E por vezes, os brinquedos partem-se, tal como o amor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um amor partido, não se cola com fita cola, não se substitui na loja da esquina, não se troca com o amigo da escola. Um amor partido dificilmente se reconstitui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E às vezes, os adultos para aprenderem a brincar com o amor, têm de ficar de castigo, separados, quietos e virados para a parede, para tomarem consciência do que fizeram de errado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E este tempo de castigo é importante, é nele que aprendemos sobre nós, sobre as razões dos nossos atos, sobre o impacto nos dos outros. Tempo para lamber as feridas. Erguer de novo muralhas. E saber que não há bruxa má que nos lança feitiços ou príncipes algures a cavalgar para nós. É preciso reaprender a gostar de nós, do eu sozinho, para que um dia alguém também o possa vir a fazer. E nessa altura sabermos brincar com o amor como meninos bem comportados a quem a professora da vida recompensa com a guloseima preferida.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://semchave.blogs.sapo.pt/95176.html</comments>
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  <category>divórcio</category>
  <lj:mood>A olhar para dentro</lj:mood>
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  <pubDate>Fri, 03 Feb 2012 16:49:56 GMT</pubDate>
  <title>Combustão espontânea</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/94831.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Tal como muitos compostos químicos, chego à conclusão que também o amor sofre um processo de combustão espontânea, descontrolada e irreversível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um fogo-de-artifício fantástico, que coloca a alma em êxtase, deixando-nos cegos para o que temos em redor no resto da noite, estrondoso. Que acaba surdo, deixando a noite silenciosa, vazia, muda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma lareira quente, cheia, que espalha cor e calor pela casa, confortando a alma, aquecendo o coração e o corpo. Que acaba frio, com restos de cinzas sujas e cinzentas, deitadas fora sem remorso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um castelo de areia lindo e elaborado, cheio de torres e conchinhas, alisado e acariciado com ternura, devagar, em prol de uma construção sólida. Que desaba perante uma onda salgada, restando nada mais do que um pouco de areia remexida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um bolo de chocolate, com cobertura e recheio, devorado com toda a gula merecida, que alimenta tanto o corpo como a sensação de prazer e gula, que satisfaz e lambuza. Que acaba num prato raspado e sujo, com pequenas migalhas, vestígios de algo que desapareceu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma peça de teatro rica, com um argumento fantástico, divertida e preenchida. Que ao cair do pano, desaparece num palco sem sentido.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://semchave.blogs.sapo.pt/94831.html</comments>
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  <category>casamento</category>
  <lj:music>Acabou (Até te esquecer) Boss AC</lj:music>
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  <pubDate>Sun, 29 Jan 2012 16:27:41 GMT</pubDate>
  <title>O fim de um amor</title>
  <author>claudia</author>
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  <description>Nem todas as historias t&amp;ecirc;m um final feliz. Todas terminam, com dura&amp;ccedil;&amp;otilde;es diferentes, por raz&amp;otilde;es diferentes. Quando uma hist&amp;oacute;ria termina, ficam mem&amp;oacute;rias do passado e inevitavelmente aprendizagens para o futuro. Dos epis&amp;oacute;dios vividos ficam sempre imagens, palavras, reconstitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pequenos momentos mais ou menos verdadeiras.&lt;br /&gt;Um livro que se fecha, do qual pela dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; hist&amp;oacute;ria as personagens ficam agarradas na pele com saudade.&lt;br /&gt;E, como nas hist&amp;oacute;rias, as personagens vivem alheias ao destino final, criando o interesse poss&amp;iacute;vel para existir. Desde o inicio, cada passo conduz ao final.&lt;br /&gt;A minha hist&amp;oacute;ria com ele acabou. Estamos separados. Acabou o amor. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; palavras que possam transmitir a crueldade e frieza do que significa o fim de um amor. O sil&amp;ecirc;ncio do vazio expressa tudo.&lt;br /&gt;Sem dramas ou l&amp;aacute;grimas. O amor n&amp;atilde;o se inventa, n&amp;atilde;o se cria, n&amp;atilde;o se for&amp;ccedil;a. Uma aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o pac&amp;iacute;fica de algo que se anunciava em pequenos m&amp;uacute;ltiplos sinais. Mas o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o pensa sempre em lutar, em tentar mais uma vez.&lt;br /&gt;At&amp;eacute; que a raz&amp;atilde;o diz que n&amp;atilde;o, basta. E o orgulho ajuda. E um rio que corria junto para um fim maior separa-se em dois rios com direc&amp;ccedil;&amp;otilde;es diferentes.&lt;br /&gt;De repente, olhar para tr&amp;aacute;s quase que deixa de fazer sentido, porque h&amp;aacute; coisas que s&amp;oacute; fazem sentido num quadro de amor e sem essa luz j&amp;aacute; n&amp;atilde;o se compreendem, j&amp;aacute; n&amp;atilde;o se destacam da escurid&amp;atilde;o do vazio. Quase.&lt;br /&gt;Foram 10 anos de uma vida. Neste tempo acreditei ter ao meu lado o homem com que iria partilhar a vida. Engan&amp;aacute;mo-nos. Tal como o come&amp;ccedil;o, o fim &amp;eacute; sempre estranho. Abrupto, tosco. &amp;Eacute; t&amp;atilde;o dif&amp;iacute;cil explicar como se come&amp;ccedil;a como porque se acaba.&lt;br /&gt;Mudan&amp;ccedil;as profundas que se avizinham. Num misto de tranquilidade, coragem, tristeza, esperan&amp;ccedil;a, descoberta.&lt;br /&gt;A vida ainda reservar&amp;aacute; muitas surpresas. Vamos l&amp;aacute; abrir uma nova porta de mim.</description>
  <comments>http://semchave.blogs.sapo.pt/94626.html</comments>
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  <pubDate>Tue, 03 Jan 2012 15:42:59 GMT</pubDate>
  <title>So true...</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/94359.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=K6bL5cpt4wt15QzC6eAZ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B73077f8d/9844320_ussys.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;232&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>comportamento</category>
  <lj:mood>Sem palavras</lj:mood>
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  <pubDate>Mon, 02 Jan 2012 13:59:38 GMT</pubDate>
  <title>Concurso</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/94013.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Não estou a organizar nada. Mas a participar!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim, que este ano vou querer ganhar muitos concursos, desses que andam aqui pela blogoesfera...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As regras passam por &quot;seguir o líder&quot; e publicar o link. Aqui fica e façam figas por mim...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://lollytaste.blogspot.com/2012/01/1-giveway-of-year.html&quot;&gt;http://lollytaste.blogspot.com/2012/01/1-g&lt;wbr /&gt;iveway-of-year.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-rdFWYXT54ig/TwChaI1Z_kI/AAAAAAAAIEc/bHnHrcvbRBQ/s400/fotografia%2B%252815%2529.JPG&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>blog</category>
  <category>concursos</category>
  <lj:mood>#1 Dados lançados</lj:mood>
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  <pubDate>Fri, 30 Dec 2011 16:07:15 GMT</pubDate>
  <title>2012 Mais...</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/93718.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Coisa estranha à minha pessoa nesta altura estou cheia de expetativas perante o novo ano. Eu que encaro estas mudanças de ano, com sequências normais num calendário, este ano quero e preciso de acreditar que algo está prestes a mudar, a acontecer, a descobrir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Exige-se mudança para muito melhor. Mais &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;mor, mais &lt;strong&gt;b&lt;/strong&gt;em-estar, mais &lt;strong&gt;c&lt;/strong&gt;ertezas, mais &lt;strong&gt;d&lt;/strong&gt;inheiro, mais &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt;stabilidade, mais&lt;strong&gt; f&lt;/strong&gt;elicidade, mais &lt;strong&gt;g&lt;/strong&gt;ozo, mais &lt;strong&gt;h&lt;/strong&gt;umanidade, mais &lt;strong&gt;i&lt;/strong&gt;guarias, mais &lt;strong&gt;j&lt;/strong&gt;ogos, mais &lt;strong&gt;k&lt;/strong&gt;arma, mais&lt;strong&gt; l&lt;/strong&gt;uz, mais &lt;strong&gt;m&lt;/strong&gt;imo, mais &lt;strong&gt;n&lt;/strong&gt;ovidades, mais &lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt;timismo, mais &lt;strong&gt;p&lt;/strong&gt;artilha, mais &lt;strong&gt;q&lt;/strong&gt;ualidade, mais &lt;strong&gt;r&lt;/strong&gt;isos, mais &lt;strong&gt;s&lt;/strong&gt;aúde, mais &lt;strong&gt;t&lt;/strong&gt;u, mais &lt;strong&gt;u&lt;/strong&gt;nidade, mais &lt;strong&gt;v&lt;/strong&gt;itórias, mais &lt;strong&gt;z&lt;/strong&gt;en.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2012 vai ser muito bom. Tem de ser.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>vida</category>
  <lj:mood>Virar</lj:mood>
</item>
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  <pubDate>Tue, 27 Dec 2011 15:46:25 GMT</pubDate>
  <title>Merd@mor</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/93450.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=G4H9mfKU8VR3e6bUf34Q&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf6071af5/9818473_1BAbI.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;301&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Merda para o amor. Hoje é o que me apetece gritar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amar dói inevitavelmente. Pela presença, pela ausência, pelo que se diz, pelo que se cala, pelo que se gosta, pelo que não se gosta, pelo que se deseja, pelo que não se pensa sequer, pelo que se aceita, pelo que não se aceita, pelo que se cede, pelo que não se cede, pelo que se acredita e espera, pelo que se desespera, pelo que se tem, pelo que se gostaria de ter, pelo que se vê nos outros, pelo que não se vê em nós, pelo que se esquece, pelo que se lembra, pelo que somos, pelo que não somos, pelo que o outro é e não é e poderia ser, pelo excesso de cor-de-rosa, pela ausência de cor-de-rosa, pelas noites em branco, pelas noites que não foram em branco, pela expetativa, pela desilusão, pela concretização, pela negação, pela certeza, pela incerteza, pela confiança, pela desconfiança, pelo subir pelo sonho, pela descida pela frustração, pelo poder de voar, pela impotência de agir, pelo calor, pelo frio gélido, pela felicidade, pela angústia, pela coragem, pelo medo, pela tranquilidade e segurança, pelo pânico e insegurança, pelo que se dá, pelo que não se dá, pelo que se recebe, pelo que não se recebe, pelo que se queria, pelo que se acredita merecer, pelo que não se merece, pelo que se faz, pelo que não se faz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Merda para o amor. Por ser algo com que simplesmente é impossível lidar, moldar, encaminhar. Uma bomba que explode sem conter qualquer gatilho, ao mínimo toque ou pelo capricho da vida. Sem justificação, sem necessidade, sem justiça.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Merda para o amor que fere. Mais uma vez é só o que me apetece gritar hoje.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>amores</category>
  <lj:mood>coração partido</lj:mood>
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  <pubDate>Mon, 26 Dec 2011 15:50:55 GMT</pubDate>
  <title>2011 Xmas</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/93246.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=FcKC1UqvCMZQqd79zLJQ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6e07f004/9815446_64rCC.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;325&quot; height=&quot;450&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O natal chegou e foi, com a rapidez dos dias do calendário, marcado entre chegadas e partidas, encontros e desencontros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada vez mais o natal é um núcleo, com um peso desequilibrado que fica entre o muito que recebo e o pouco que dou. Com a certeza que efetivamente há boa gente que me reserva um lugar no coração apesar da vida que teima em nos afastar no dia-a-dia. E como eu gostaria de poder dar mais, muito mais…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas casas onde vivemos o natal não há confeção de iguarias gourmet das receitas espalhadas na blogosfera, não há decorações natalícias home made perfeitinhas ou vindas de uma loja sofisticada, não há iluminação cuidada ou sons natalícios tranquilos… há um contínuo de confusão, de choro emocional nervoso, do “come mais uma coisinha”, há os mimos simples que valem ouro de quem pensa em nos agradar, em querer dar sempre mais, mais um pouco da alma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O espírito de natal não se faz de votos obrigatórios, de palavras ocas, de sms de listas automáticas de contatos. Vive da vontade de partilhar e de estar junto. Sem quezílias, mesquinhices e birras sociais de quem leva a vida como um quadro de jogo a marcar pontos, do agora faço eu ainda melhor, amanhã tens de fazer tu, ou fico à espera que faças porque é tua obrigação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E depois há os natais sem crianças e com crianças. Os natais das árvores estilizadas, com as prendas arrumadinhas, com as mesas direitinhas postas e decoradas com tempo, de loiça fina, de toalhas limpas e guardanapos a condizer, das conversas tranquilas e arrastadas à mesa, dos filmes ao longo da tarde ao lado da lareira, do acordar tarde e silencioso e pequenos-almoços prolongados especiais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E os outros, os natais das árvores de enfeites já partidos, com bolas e reis de chocolate, das prendas remexidas, das toalhas de migalhas e açúcar espalhados e da nódoa do molho, do “come tudo senão não abre as prendas”, das birras, dos livros de instruções dos novos brinquedos e das peças espalhadas por montar, das pilhas que faltam sempre, dos sacos de lixo a abarrotar, da ansiedade, do papel espalhado por toda a casa, das correrias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fica a esperança de para o ano ainda ser melhor, fica o desejo de estarmos todos juntos outra vez. Fica a luz dos sorrisos sinceros de bem-querer. Fica a força dos abraços que aquecem o coração.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://semchave.blogs.sapo.pt/93246.html</comments>
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  <category>festividades</category>
  <lj:mood>Xmas time</lj:mood>
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  <pubDate>Wed, 21 Dec 2011 16:35:42 GMT</pubDate>
  <title>Porquinhos</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/92965.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Há mulheres que por muito que estiquem o cabelo, usem sapatos de 20cm, vestidinhos da moda e acessórios certinhos serão sempre emplastros. Basicamente o porco até se pode vestir bem e estar limpinho, mas será sempre uma criatura assustadora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sério, há fronhas que assustam. Umas porque são feias como tudo, outras porque têm sempre aquele ar de pãozinho sem sal e outras aquele ar de vulgaridade que corrompe as imagens mais cuidadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenho pena destas criaturas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E sim, eu queria que este blog tivesse mais qualidade, mas hoje deparei-me com mais uma destas personagens à entrada do comboio e enfim, saiu mais esta teoria espetacular.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://semchave.blogs.sapo.pt/92965.html</comments>
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  <category>banalidades</category>
  <lj:mood>Má língua?</lj:mood>
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  <pubDate>Fri, 16 Dec 2011 12:33:38 GMT</pubDate>
  <title>125 years CELEBRATING women</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/92746.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Não tenho escrito, simplesmente porque ando numa tentativa de melhorar o blog. Não numa ótica de look cool-clean-girly, mas acima de tudo ao nível do conteúdo. Não preciso de mil e um comentários sobre banalidades. Não foi para isso que criei o blog, mas a blogoesfera às vezes é um remoinho e quase, quase que nos deixamos levar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E apesar de ter resistido durante algum tempo vou ter de falar da campanha da Triumph. Adoro a campanha por todos os sorrisos que me provoca sempre que apanho as mulheres gastas a olhar de esguelha, de esperança perdida para os cartazes espalhados pelo metro. De uma forma negra quase que sinto uma vitória ao ver os olhares a caírem num misto de tristeza quando avaliam o fosso entre a sua imagem e a das meninas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adoro a campanha por todas as gargalhadas que me provoca sempre que após esse diagnóstico miserável as vejo criticar a magreza/anorexia dos corpos das modelos, a mestria dos jogos de luz e retoques do Photoshop, que elas afinal vivem muito bem com o que são. Adoro ver esta má-língua de auto comiseração, este amargo com que a vida temperou estas mulheres mesquinhas que se deixaram cair. Que não se importam e fogem do espelho (e não apenas do que está pendurado na parede).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também me rio um pouco dos homens, os que criticam que ali estão meninas e não mulheres, porque não identificam nos corpos o desleixo, pneus e celulite das mulheres-marias que têm por casa. Rio-me quando imagino que lá por casa em vez de lingerie vermelha deve haver coisas como túnicas largas e sem forma e com sorte um pijaminha-polar vermelhinho no natal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As modelos que lá estão, não foram fotografadas. A campanha publicitária, como outra qualquer, vende uma imagem, um conceito – não uma fotografia. Talvez nem elas se reconheçam depois de tanto trabalho artístico, não importa. Representam no anúncio uma imagem de beleza que pode ou não ser apreciada, mas que é a imagem de beleza duma marca, com que as pessoas podem ou não se identificar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que verdadeiramente acho muito triste é que novamente este seja o mote para se falar da mulher como boneca sexual, sem outro papel. Neste século e nesta sociedade quem acha que uma campanha publicitária tem esse objetivo deve ser muito frustrado. Ainda por cima uma campanha de lingerie (que como todas as mulheres e homens de verdade sabem só melhora a auto estima de uma mulher e depois, só depois, pode despoletar (mais) rapidamente alguns bons momentos com base nessa auto estima e na imagem projetada - e não necessariamente nas proporções físicas femininas e masculinas). Fico triste porque apenas revela que são as mulheres as primeiras a não gostarem de si, como são. E já se sabe a inveja é a mãe de muita insanidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vivam as campanhas inspiradoras com musas e adónis, vivam as mensagens provocadoras que façam tremer as mentes, viva tudo aquilo que dê uma cor mais forte e diferente aos dias, viva tudo aquilo que provoque o desejo e o sonho pela vida, por qualquer vertente da vida, nem que seja um sorriso enquanto se espera pelo metro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=AkYgaimS4SrjTKzCfPuB&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be907d565/9680547_c5SkO.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;357&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Throughout our long history we have been celebrating women. Always dedicated to creating alluring lingerie and the most fashionable shapewear that meets every woman&apos;s desires, we strive to bring out the best in her, enhancing her femininity, confidence, well-being and of course personality.&lt;/em&gt; &lt;a href=&quot;http://www.triumph.com/tia/en/10388.html?teaserlink=1&amp;amp;pro=pt&amp;amp;loc=pt&amp;amp;dest=pt/pt&quot;&gt;&lt;em&gt;http://www.triumph.com/tia/en/10388.html?&lt;wbr /&gt;&lt;/em&gt;teaserlink=1&amp;amp;pro=pt&amp;amp;loc=pt&amp;amp;dest=pt/pt&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>mulher</category>
  <category>comportamento</category>
  <lj:mood>Gosto de campanhas...</lj:mood>
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  <pubDate>Wed, 30 Nov 2011 15:16:14 GMT</pubDate>
  <title>Das caras-metade</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/92645.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Metade: Uma das duas partes iguais de um todo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sempre me provocou muita urticária o termo das caras-metade, os companheiros perfeitos encontrados nos milhões de seres humanos espalhados pelo planeta, as sintonias musicais entre duas almas individuais, esse amor que se diz pleno, uníssono.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeiro, se são duas metades é suposto que haja um todo. E esse todo dirão já os românticos é o amor que sentem, a vida que partilham, os sonhos comuns.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo, se são duas metades é suposto que se colem de alguma forma para criar o todo. E mais uma vez, dirão os românticos a cola é o amor que os une, os caminhos comuns da vida, as aspirações em coro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Terceiro e por fim, se são duas metades, são iguais. E mais uma vez dirão os românticos são iguais por sentirem de igual modo, pelos sonhos gémeos, pelas preferências similares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não acredito nesse todo, nem nessa cola ou tão pouco nessa igualdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O todo do amor é muito mais do que dois indivíduos iludidos por fluxos de substâncias químicas (adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, serotonina e endorfinas). No puzzle do amor entram as peças da vida do eu, do nós, dos outros, do antes, do presente, do futuro, do “e se”, peças que se forçam quase até partir, outras que se partem, outras que se encaixam naturalmente, outras que se perdem, não há um todo. Logo não há partes iguais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cola? Há tantos fios invisíveis que nos prendem, quase tantos quantos os que nos afastam. Há fios fortes e fracos e nem sempre prevalecem os evidentes. As relações amorosas cor-de-rosa prendem-se pelo amor; mas as relações amorosas reais prendem-se tanto do amor, como de tantas outras coisas mais humanas como o medo, a carência emocional, a necessidade social de pertença, a sobrevivência, a estabilidade, a continuidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E essa igualdade? O amor é a coisa mais desigual, mais desequilibrada, mais injusta, nunca se dá na exata mesma proporção do que se recebe, não há resto zero na divisão da entrega, da força do sentimento, na expectativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto se me veem falar de caras-metade, fico sempre apreensiva, tenho sempre a sensação que estou perante alguém que não percebe nada de amor, que fala em mais um cliché sem ter noção do que realmente tem no coração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O amor é imperfeito. E é essa a sua verdadeira natureza. Querer encaixá-lo nas estantes dos romances é pura ficção literária.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>sociedade</category>
  <category>amores</category>
  <lj:mood>De volta à escrita :)</lj:mood>
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  <pubDate>Thu, 17 Nov 2011 16:34:01 GMT</pubDate>
  <title>A casa da incerteza</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/92264.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Uma das coisas mais angustiantes do mundo, a incerteza. A incerteza é o limbo sem definição, que impossibilita qualquer ação concreta e conduz apenas à ansiedade, à dúvida, à angústia do não saber. Nem não, nem sim, um talvez sem rumo certo, um barquito à deriva que de tanto cenário possível equacionado passa a debater-se num remoinho turbulento de esperanças ou medos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É a incerteza que nos acorda ou impede de adormecer, que nos arquiteta castelos de sonhos ou masmorras na alma. É ela a médium da alma que convoca todos os fantasmas e todas as fadas. A culpada dos receios infundados ou dos pesadelos confirmados. A estrada que nos leva a uma encruzilhada com mil e uma saídas (ou a um beco sem saída), escondendo a razão para escolhermos a direção certa, deixando-nos especados a olhar para o cruzamento (ou parede).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apenas nos otimistas a incerteza produz a criação das expetativas necessárias aos sonhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A incerteza vem das coisas mais pequenas aos problemas mais sérios da vida. E o engraçado é que independentemente do problema, o prolongar da incerteza é das coisas mais pesadas e difíceis de lidar, por vezes ainda mais insuportável que o problema em si.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O não saber como agir, o desconhecer o entretanto do presente, a incerteza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Raios partam as regras do jogo da vida quando no lançamento do dado caio na casa da incerteza.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>vida</category>
  <lj:mood>JDOE</lj:mood>
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  <pubDate>Wed, 16 Nov 2011 16:10:25 GMT</pubDate>
  <title>Receita de um dia perfeito</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/92031.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Tempo. Espaço. História.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Risos. Música. Cor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cumplicidade. Abraços. Memória.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mimo. Amor. Sabor.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>desejos e sonhos</category>
  <lj:mood>Poucas palavras...</lj:mood>
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  <pubDate>Mon, 14 Nov 2011 17:08:56 GMT</pubDate>
  <title>Espelhos interiores</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/91840.html</link>
  <description>&lt;p&gt;As mulheres têm diariamente a capacidade de inventar bem estar. Por elas, pelos que delas dependem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muito para além do preconceito associado à vaidade e futilidade, a maquilhagem contribui para esse papel através das caixinhas mágicas. Num jogo de bases, sombras e brilhos vamos apagando marcas, colorindo sorrisos e disfarçando imperfeições. Numa arte de caraterização da nossa personagem social, acentuamos o ego numa aceitação e projeção da imagem que nos aproxima(rá) dos outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas tão mais importante que a própria maquilhagem per si, é o ritual de retirar a máscara.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um processo que ao final do dia é um misto de limpeza física e emocional. Limpar o rosto de toda a poluição diária, alargando a depuração às chatices com que nos poluem os dias. Mais uma responsabilidade, mais um atraso, mais uma dificuldade, mais um projeto estranho, mais uma tarefa, mais uma discussão, mais um cansaço. Mais coisas a retirar de cima. Pelo menos temporariamente, na ilusão de que no algodão saia mais essa sujidade de cima e se respire mais livremente na pele e na alma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Às vezes são apenas 5 minutos. 5 minutos em que se retira esta camada superficial, em que se purifica um pouco o espirito, em que se permite respirar a noite. Em que voltamos ao nosso eu e nos podemos centrar realmente no que somos, no que queremos e na personagem que teremos de assumir na peça de teatro do amanhã.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E nunca é demais relembrar o poder de uma boa maquilhagem na forma como cada uma enfrenta cada novo dia... &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=urUowg0t1MBwi0KbtZto&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P16075640/9431262_QQr4t.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;160&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=aQrBF6w9YCIBI4ItEghN&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P3c0770e4/9431264_qUqJB.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;172&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=BFw2ADwfbbLenLV72qlS&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pf6073964/9431267_EWLr6.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;212&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=Z4e2aRYuHvNsT2PrjZc6&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pdd074793/9431268_hpnpr.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;190&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=iVjpaoiwkDVEOZH9663j&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pf1072273/9431270_NqRkn.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;195&quot; /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=NmwEKDLJ0vc7apHiZlGt&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pca07ec41/9431273_PYDOY.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;190&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=tcpJ8obSnti6sYY6l708&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Paa07a8fc/9431276_5aEMv.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;198&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Afinal se pedem heróinas, tem que se vestir a capa.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>mulher</category>
  <lj:mood>Heróis do dia a dia</lj:mood>
</item>
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  <pubDate>Fri, 04 Nov 2011 16:52:41 GMT</pubDate>
  <title>Corações-castanha</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/91497.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=CkzvRcmEzBT5GUTkgbse&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B75076d6c/9384292_S1QPS.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;232&quot; height=&quot;217&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Ontem cozi e descasquei umas castanhas. E apercebi-me que as castanhas têm um formato em forma de coração. Mais, apercebi-me que as castanhas são exatamente como os corações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As castanhas têm aquela casca dura, difícil de retirar, mas apanhado o sítio certo sai quase toda de uma só vez, expondo um interior frágil, facilmente esmigalhado. Basicamente é assim o árduo da conquista, de abrir um canal direto ao mais intimo do outro, de conseguir abrir as muralhas do cofre-forte de todas as emoções. E depois dessa batalha deparamo-nos com uma joia preciosa, que nem sempre sabemos manusear e que ao mínimo deslize se parte irremediavelmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As castanhas são feias e ásperas por fora e lindas, macias e doces por dentro. Como as máscaras com que nos defendemos e os sentimentos puros de que somos capazes e ansiamos sentir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Descascar castanhas cansa, mas vale a pena pelo sabor, pelo cheiro. Saber amar, de forma persistente é igualmente difícil, conquistar diariamente o outro para retirar toda a casca armadura amarga da vida é cansativo. Mas de igual forma vale a pena, pelo sabor único com que enriquece a vida.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://semchave.blogs.sapo.pt/91497.html</comments>
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  <category>amores</category>
  <lj:mood>Gosto de castanhas...</lj:mood>
</item>
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  <pubDate>Thu, 27 Oct 2011 11:24:29 GMT</pubDate>
  <title>Top 10 das recentes estupidezes (sub) humanas</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/91335.html</link>
  <description>&lt;p&gt;As pessoas estão cada vez mais burras. Estúpidas até, nalguns casos. Talvez este seja (mais) um sinal do fim da raça humana, pelo menos com o atributo de humana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Top 10 das recentes estupidezes (sub) humanas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Ver as redes sociais como a revista cor-de-rosa dos que não são famosos mas vêm o feedback dos “amigos” como uma legião de fans que comentam e “likam” posts vazios.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Tornar livros de autobiografias de vidas das celebridades já apagadas bestsellers. O gajo que teve o acidente, a gaja que não se conseguiu suicidar, o outro que foi passear e fez um relato das viagens, o gajo que partilha receitas da internet, a gaja chateada com a família… ignorar as obras literárias dignas desse nome e aceitar como escritores as mentes (oportunistas) mais estúpidas.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A audiência, comentários e tempo gasto em programas lixo com pessoas, apesar de tudo, um pouco menos estúpidas que aquelas que os veem e desperdiçam a escassez de tempo livre com isso.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A dependência dos telemóveis. Como comportamento, como status, como ocupação.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A degradação do humor. A idolatração da piada fácil, a beatificação do ridículo, o assumir como humorista o pessoal que ficou sempre de lado e agora entra no jogo social como o bobo da corte.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A arquitetura. Poderão apelidar de arte e torna-la imune a críticas sobre gosto. Chamar de arquitetura quadrados e torres, espaços sem personalidade lineares direitos é o mesmo que achar que uma tela em branco é um quadro. É levar à letra os burros de hoje a olhar para os palácios de ontem e a voltar, sem compreender, ao espaço estilizado e esterilmente artístico moderno.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A ausência de valores, programas e autonomia política. A descredibilização de uma classe que supostamente deveria ter uma capacidade de governação e que, independentemente da cor política, pintam de negro o rumo de um país, de vários países, do mundo global.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O outsourcing da infância em programas académicos. Deixar a génese das gerações futuras a cargo de outros, é mais do que não criarmos os nossos filhos, é deixar o jardim ser semeado ao sabor de outros, ser podado em função do que outros acham adequado, é não controlar as ervas daninhas, o tempo de maduração, a altura da colheita. E no fim, ficarmos estupidamente surpreendidos pelo fruto da árvore que não corresponde ao que esperávamos.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A banalização do sexo. Sexualizar a moda, o entretenimento, o que nos rodeia é banalizar um dos pilares da auto estima individual, é descurar uma base de felicidade que advém de um relacionamento com a maturidade da entrega total. É massificar a intimidade, exigir que esta se alinhe com as imagens de fora, ao invés das fantasias de cada relação. É cultivar a inevitável frustração.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Acreditar estupidamente que se sabe o que nunca se aprendeu. Sabe-se de moda, sabe-se representar, sabe-se comentar, sabe-se cozinhar, sabe-se apresentar… aparecem gurus sem história, estúpidos seguidos por estúpidos.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;</description>
  <comments>http://semchave.blogs.sapo.pt/91335.html</comments>
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  <category>sociedade</category>
  <lj:mood>Estúpidos!</lj:mood>
</item>
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  <pubDate>Mon, 10 Oct 2011 13:58:36 GMT</pubDate>
  <title>Das borboletas na barriga</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/91058.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=BY1HcD7ZOeZhZBQAJilW&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bab07ed74/9266471_JClr7.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;405&quot; height=&quot;260&quot; /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;A diferença entre o início e o durante nas relações amorosas prende-se com o abismo diferencial nas expectativas em cada uma das fases. Há a tendência de querer distinguir a paixão do amor por essas expetativas e para mim nada de mais errado, até porque ver o amor como o estado “avançado” sem paixão, é um sinal pouco positivo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;As tão almejadas borboletas na barriga presentes nos primeiros encontros são sempre apontadas como sinal mágico de paixão. Acho que não tem a ver sequer com o sentimento que nutrimos (ou pensamos nutrir) nesta fase. Para mim estas borboletinhas começam a esvoaçar tão-somente pela expetativa, pela adrenalina de explorar o desconhecido, pela antecipação de algo que se espera muito bom. Depois acalmam porque já conhecem o que se segue, já se conhece o cheiro, as palavras, o toque, o significado de cada sorriso, o impacto de cada mimo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;E isso não significa que já não se goste pela mesma intensidade. Ou que a monotonia já se tenha instalado numa descida triste e sem sabor. Afinal a principal razão de repetirmos algo é porque um dia experimentámos e gostámos tanto que passou a ser um preferido a bisar sempre que possível. Os eleitos são assim, como um bolo de chocolate ou um prato predileto que já sabemos delicioso e ao nosso gosto e que antecipamos provar de novo, não para descobrir mas para repetir. É essa a expetativa que existe nas relações que já não são novas. No início ainda estamos a experimentar a primeira fatia e a descobrir um sabor que não conhecíamos, pode ser uma experiência agradável ou desagradável, mas é sempre uma surpresa e é ela, a surpresa, que cria a expetativa, a loucura. Depois, pode nascer uma paixão, mas não é a paixão que provoca as tais borboletas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;E isto tudo, porque afinal, mesmo após uma continuada relação ainda é possível sentir a ânsia da descoberta, porque há alturas em que se cria (de novo) a expetativa, em que se anseia por algo, em que se sente de novo a adrenalina perante a expetativa do desconhecido.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Infelizmente na maioria das vezes esse desconhecido é apenas uma miragem. E infelizmente surge frequentemente a desilusão de reconhecer mais do mesmo quando esperávamos por algo diferente, algo que mudasse e afinal se mantém igual. E aí, as borboletas recolhem-se novamente, de asas caídas.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>casamento</category>
  <lj:mood>Altos voos...</lj:mood>
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  <pubDate>Tue, 04 Oct 2011 11:44:21 GMT</pubDate>
  <title>Happy B-Day to Me!</title>
  <author>claudia</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=OVFZTtjkhRbsUJakNRrw&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pa10768a0/9239745_5bEoL.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;195&quot; height=&quot;260&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Sim passou mais um ano e juntamos mais uma vela ao bolo. Um dia vou fazer um bolo com tantas velas quantos os anos e a luz imensa de todos esses pontos vai lembrar-me que a minha vida é fantástica (talvez a partir dos 40…).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se tivesse de eleger algo este ano, no ano que completei 33 anos, escolher-me-ia a mim. Por incrível que pareça, este ano marcado pelas inúmeras ausências do marido, infelizmente por questões de saúde e agora pela procura de um trabalho melhor, teve como reverso da medalha redescobrir algo que me estava a escapar sorrateiramente: o gostar de mim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim, a gaja aqui é ultra vaidosa, ultra egoísta, ultra teimosa. Mas a gaja aqui agora também sabe que é ultra forte, que consegue lidar com muitas mais coisas do que esperava, que afinal também é ultra independente. Afinal a gaja agora tem a certeza que felizmente o que procura no companheiro é alguém com quem partilhar uma vida por ter coisas para partilhar, por ter coisas para conquistar em conjunto. A gaja aqui aprendeu uma lição muito importante, sabe que é feliz por ser quem é. Sei que a minha felicidade é minha e depende de mim. Porque afinal a gaja aqui até sabe ser feliz sozinha, pode ser uma gaja desesperada na loucura caótica contra o tempo, mas é uma gaja que sabe viver por si, para si e para os que fazem parte de mim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E do que vejo do que me rodeia, tenho para mim que esta é uma excelente descoberta. É uma certeza que afinal estou no meu caminho certo. Vejo tantas relações caírem na monotonia do hábito, da entreajuda que me parecem simples companheiros de quarto; vejo relações presas do facilitismo económico e da educação dos filhos; vejo mulheres que com a minha idade já perderam a vontade de ser mulheres, e se desleixam no meio das tarefas dos dias arranjando tempo para tudo menos para elas porque deixam de gostar delas; vejo saídas entre casais que à frente de todos são mimosinhos e depois em casa são estranhos completos; vejo relações interesseiras e forçadas num esforço último desesperado de aos 30 não estar ou ficar sozinho; vejo gajas que se acham rainhas-nariz-empinado do mundo e afinal estão na proa do titanic…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sei que não tenho uma vida perfeita. Mas sei que aos 33 sou a gaja que queria ser e tenho o que queria ter. Sim, claro que podia ter muitas mais coisas que não consigo, mas não são essas que me fazem necessariamente mais feliz.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>festividades</category>
  <lj:mood>Happy</lj:mood>
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  <pubDate>Wed, 28 Sep 2011 14:09:53 GMT</pubDate>
  <title>Eu e os outros</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/90623.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Com a aproximação da minha data do aniversário eis que surge a inevitável questão dele sobre o que quero para assinalar a data. Pergunta que este ano está revestida a culpa, não só pelo facto de (novamente) não saber o que oferecer, como por não poder estar presente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E claro que a resposta segue automática, o que quiseres comprar, não é isso que é importante. Tão automática como falsa (todos gostamos e esperamos receber algo), apenas porque não gosto de dizer o que quero e prefiro que pense um pouco, ou melhor, quero acreditar que me conhece e sabe do que gosto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas depois do telefonema, e porque o silêncio já dormia em casa, eis que me deparo com uma realidade estranha. Afinal não sei mesmo o que queria que me oferecessem. Sim, para além dos mimos de mulher que quero todos os dias (não são esses, mas do tipo roupa, perfumes e futilidades afins), tudo o que quero realmente só depende de mim. Tão simples como isso. E constato que me habituei nestes anos a criar uma independência no que toca à minha felicidade, à forma como a conquisto, ao que quero e não faço depender de mais ninguém.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta situação faz-me ponderar se estou cada vez mais forte ou cada vez mais isolada. Não sei. Não sei o que quero dos outros... para além dos afetos, palavras, partilhas, abraços, carinhos, amor, gestos e demonstrações que os tornam parte do meu coração. Talvez na verdade não seja suposto querer mais do que isso (já tão difícil às vezes).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que quero e espero dos outros fica uma incógnita a meio da minha vida…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=RhRF3IcpLMLNz1u3y1ra&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B27078604/9213664_yoNcc.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;211&quot; height=&quot;256&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>dúvidas existenciais</category>
  <lj:mood>Ups...</lj:mood>
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  <pubDate>Mon, 26 Sep 2011 15:52:29 GMT</pubDate>
  <title>Um dia...</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/90167.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Um dia gostava de ter um sorriso tatuado no rosto. Gostaria de ter sempre a palavra acertada para cada situação. Gostaria de conseguir delinear e seguir uma estratégia de vida serena, de bem com todos. Um dia gostaria de ser mais compreensiva, sinceramente compreensiva. Talvez até menos egoísta. Um dia gostaria de ver o outro lado como vejo o meu. Um dia gostaria de abrir em par as janelas da vida e desfrutar tranquila da paisagem brilhante. Gostaria de conseguir ler nas entrelinhas aquilo que quero ouvir. Gostaria que o tempo me ensinasse devagar até compreender a lição, se possível com revisão da matéria. Gostaria de conseguir ver o que está à minha frente. Um dia gostaria de ter mais liberdade. Ou de simplesmente conseguir usufruir do tempo livre com que me libertam cada um. Um dia gostaria de ser mais serena. Gostaria de escolher o filtro do otimismo como quem escolhe o vestido adequado ao tempo e ao humor. Um dia gostaria de ficar enfeitiçada e flutuar pela rua. Gostaria de poder eliminar queixumes (e voltar ao sorriso estampado). Gostaria de saber dar sem esperar, mesmo antes de esperar até conseguir dar. Gostaria de ter tudo certinho e arrumadinho, bem compartimentado e catalogado. Gostaria que o relógio fosse meu amigo. Um dia gostaria de esperar pela noite. Gostaria de me dedicar a futilidades. Gostaria de cumprir agendas. Um dia gostaria que a minha alma fosse minha amiga e estivesse sempre do meu lado. E a minha sombra me seguisse, como um trio de mosqueteiros unidos. Um dia gostaria de saber rir sozinha, mas podê-lo fazer acompanhada quando quisesse. Gostaria de ter longas conversas interessantes. Gostaria de invadir mentes e saber-me fazer ouvir. Um dia gostaria que a mudança fosse uma transição para melhor. Gostaria de subir. Um dia gostaria de acreditar em momentos cor de rosa. Gostaria de estar sem pensar por um momento. Gostaria de nadar pela corrente. Um dia…&lt;/p&gt;</description>
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  <category>vida</category>
  <lj:mood>Hipóteses...</lj:mood>
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  <pubDate>Tue, 20 Sep 2011 13:29:25 GMT</pubDate>
  <title>Não acredito, estás com ciúmes?</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/90070.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Já se sabe que o amor rege-se por leis incompreensíveis aos corações frios. Talvez por isso uns digam que as cartas de amor são ridículas, outros que só fizeram parvoíces quando estavam apaixonados, outros que o sentimento do amor altera a imagem que temos do outro, como se iludisse a visão, há quem jure que o próprio corpo reage com as hormonas provocando sensações de borboletas, suores e tremores…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma das coisas mais ridículas no amor é a pergunta se o outro está com ciúmes. Essa pergunta é sempre dita com um misto de satisfação, de revermos (ainda) no outro algo que sente por nós, numa espécie de sadomasoquismo de sentir prazer ao saber que o outro sofre por nós. A pergunta em si, na maior parte dos casos é ridícula, porque quem a faz espera sempre uma resposta afirmativa… que nunca ouve.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ninguém, ou quase ninguém, admite assim, diretamente a cru ciúmes. Primeiro, porque nunca se quer demonstrar insegurança ou dependência, sentimento associado aos fracos. Depois porque se houver razão de ciúmes, o desprezo é sempre melhor do que dar a satisfação da confirmação (quem desdém quer comprar, já se dizia antigamente). Por último, especialmente se as relações já acabaram, ninguém ainda quer admitir que existe um resquício de sentimento que teima em não se ir embora, e que o outro, simplesmente (já) ultrapassou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenho para mim que em muitos casos, para além do ridículo a pergunta encerra uma esperança desesperada. Como o último apelo de saber se o outro ainda nutre algo por nós, sem nos comprometermos e a partir de uma posição superior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o mais ridículo está no que não acontece e poderia acontecer. Porque o não que se ouve, encerra por vezes um capítulo que poderia ter cenas seguintes, mas que o orgulho de ambos fecha a sete chaves.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No fundo esta pergunta é do mais ridículo, no amor ou sem ele. É uma pergunta feita para expor fragilidades e nem quem está apaixonado cai nessa.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://semchave.blogs.sapo.pt/90070.html</comments>
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  <category>comportamento</category>
  <category>amores</category>
  <lj:mood>Das perguntas sem respostas</lj:mood>
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  <pubDate>Wed, 07 Sep 2011 13:00:52 GMT</pubDate>
  <title>Ser criança hoje...</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/89637.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Digam o que disserem, imagino que ser criança nos dias que correm é muito mais difícil do que nos tempos das avós.&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Ser criança hoje é enfrentar colégios com turmas imensas, em que a competição e a comparação cruel provocam desde cedo um sentimento de stress, de ambição pela popularidade e de necessidade de adaptação impressionantes. É ser camaleão.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser criança hoje é ter de brincar com os brinquedos da moda, sob pena de brincar sozinho. É ter que saber e ser fashion cool.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser criança hoje é ficar afastado dos pais durante todo o dia, em prol de um emprego que não compreendem bem o que é, ter manhãs de rapidez, atraso e exigência incompatíveis com a idade, e ter finais de dia igualmente instáveis, que oscilam entre as birras de cansaço e exaustão de adultos e miúdos, com os ataques de demonstrações amorosas marcadas pela culpa e angústia. É ter que ser independente, sozinho e eficaz.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser criança hoje é ter um curriculo definido por categorias e etapas a cumprir, saber um sem fim de atividades académicas, desmultiplicadas num sem fim de níveis, trabalhar com um sem fim de materiais, conviver com um sem fim de professores, feitios e exigências. É ter exigências quase profissionais e enfrentar processos de seleção e avaliação rigorosos.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser criança hoje é enfrentar as logisticas dos transportes ou das filas de trânsito. É ouvir o pai ou a mãe chamar os nomes menos simpáticos do vocabulário ao condutor da frente, do lado ou ao peão que insiste em cruzar o carro. É imitar e ser repreendido.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser criança hoje é já saber reciclar. O lixo.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser criança hoje é ser alvo de inúmeras campanhas de marketing abusadoras e inteligentes, ser aliciada e aprender a aliciar.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser criança hoje é por vezes já nem saber imaginar brincadeiras, nem ter tempo para simplesmente brincar. É ter um padrão de horários colados no frigorífico, de vestuários, de regras, de trajetos, de grupos de relações.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser criança hoje é atingir um equilibrio impossível entre a ingenuidade e a informação acessível bombardeada e desnecessária. É viver sobre padrões de maturidade num estágio infantil.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ser criança hoje já não é ter o imaginário inocente e meigo da Disney, mas as guerrilhas nipónicas de animação computarizada, assistir às eternas guerras entre o bem e o mal agora ultra sofisticadas, com heróis feios e assustadores. É ter como herois monstros transformados com nomes estrambólicos.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Ser criança dantes era apenas isso. Agora é uma coisa estranha.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://semchave.blogs.sapo.pt/89637.html</comments>
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  <category>sociedade</category>
  <lj:mood>Deve ser difícil...</lj:mood>
</item>
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  <pubDate>Tue, 06 Sep 2011 11:05:59 GMT</pubDate>
  <title>A piada de quem nos criou</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/89472.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=N3NMhZvy73jrohH3AIPq&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B250772ad/9061502_fftdf.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;294&quot; height=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De entre as lutas mais complexas que travamos a luta interior é para mim uma das mais difíceis. Tenho para mim que é impossível o ser humano ser o mero resultado de uma evolução animalesca ditada por regras de sobrevivência. Primeiro, porque temos uma tendência natural para a extinção. Segundo, porque somos uma espécie de Frankeinsteins marcados por um sadismo, um humor negro que só poderia vir de uma mente - quiçá um pouco diabólica - com um sentimento de cientista louco...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta anatomia cerebral de dois hemisférios é o exemplo mais evidente. O ingénuo mortal vive dividido, logo pelo próprio constrangimento físico, na guerra interna do sentir versus pensar, do ser selvagem versus racional, da arte versus o cálculo, do poema versus o teorema. E o coração tão depressa descongela como congela, arrastando consigo dilemas existenciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Graças a esta piada retorcida, analisamos as situações da vida mais importantes sempre pelos dois lados. Do romântico ao prático, do sonho ao real, da possibilidade à probabilidade, do ar à terra... e dançamos entre um e outro num ritmo louco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E como é possível analisar com o lado direito o que o coração sente com o esquerdo? Como é possível sonhar livre com o lado esquerdo o que o corpo exige com o direito?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de termos dois hemisférios só temos um coração. Somos fantoches de duas forças antagónicas internas. Criaturas condenadas à loucura.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://semchave.blogs.sapo.pt/89472.html</comments>
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  <category>alma</category>
  <lj:mood>Piadinha divina...</lj:mood>
</item>
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  <pubDate>Tue, 30 Aug 2011 10:26:07 GMT</pubDate>
  <title>Novo rumo</title>
  <author>claudia</author>
  <link>http://semchave.blogs.sapo.pt/89336.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/claudiarob/fotos/?uid=Zw5ao3mbfiOZN9916S5J&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb1074393/9015320_DrTIc.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;320&quot; height=&quot;195&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Brevemente vamos testar o conceito de relações à distância. Do impossível ao glamour da saudade e intensidade dos reencontros fala-se muito e vive-se pouco. Um ou outro casal lá vai partilhando experiências verdadeiras, mas cada caso é um caso e só a vivência poderá comprovar o conceito real aplicado à primeira pessoa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Longe das novelas, a vida é o que é, e cada curva desvenda um caminho que vai decidindo qual o destino final de cada um, de cada casal, de cada família. Por aqui somos 4, um vai ausentar-se durante algum tempo, com a possibilidade de se ausentar ainda mais se tudo correr bem…&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;A luz acende-se pelo eventual salto financeiro, que sejamos práticos convém a todos, contribui para o futuro da prole, para a tranquilidade dos progenitores e para a tal qualidade de vida sonhada… Sim, sim, o dinheiro não é tudo. Pois não, mas sem ele não se faz nada.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;E do lado (grátis) do coração há coisas que se perdem, continuidades que se rompem, rotinas que se quebram… e sim, há as crianças. Despejem todas as teorias psicanalistas da importância da presença de ambos os progenitores, dos exemplos, das famílias, do tempo que não volta para trás, das referências, dos núcleos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;E sim, despejem todas as probabilidades, impossibilidades, precariedades e dificuldades dos amores à distância.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Mas também haverá certamente muitas coisas boas a descobrir.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Nós os três neste momento olhamos o presente tranquilos, sem ânsias antecipadas. O futuro revelar-se-á aquilo que queiramos fazer dele. Poderá ser brilhante ou negro. A certeza é que simplesmente será diferente de tudo aquilo que havíamos pensado.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
  <comments>http://semchave.blogs.sapo.pt/89336.html</comments>
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  <category>casamento</category>
  <lj:mood>Cadê a bola de cristal?</lj:mood>
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