Não suporto as pessoas que são nulidades a nível profissional. Medíocres.
Pessoas que ocupam lugar, pedras na engrenagem, figuras que se passeiam de casa e do café para uma empresa onde não acrescentam valor, pessoas atrasadas desorganizadas, pessoas que desenrascam-se nas situações, que empurram as responsabilidades para a frente ou para o lado, que despacham as coisas sempre em cima do joelho, sem profissionalismo. Pessoas que inventam justificações e desculpas para não serem os protagonistas dos erros, dos atrasos, dos problemas que se arrastam sem que tenham coragem de olhar para debaixo do tapete. Pessoas que não lêem os mails e se queixam da inbox estar cheia e não conseguirem dar vazão. Pessoas que não conseguem estipular prioridades. Pessoas que são artistas em transfigurar um cenário mudando a perspectiva do problema, da dependência, da criticidade em função do que lhes convém. Pessoas que se esquecem selectivamente do que dizem, do que assumiram, do que pedem e ignoram as expectativas e prioridades alheias. Pessoas que não retornam chamadas para não serem alertadas de novos problemas. Pessoas que apenas quando delegam os problemas nos outros passam a criar níveis de urgência até ali inexistentes e a equacionarem as situações difíceis associadas aos temas.
O pior é quando estas pessoas até têm algum nível de competência.
Normalmente apresentam um grau de desmotivação elevado, aprumam a arte de procrastinar, algo entre a preguiça, ausência de profissionalismo e bluff. Foram provavelmente os idiotas que pavoneavam os livros na escola, que copiavam os exames, que se safavam com o suficiente e vangloriavam-se por isso, que falhavam os tpcs, que se encostavam nos trabalhos de grupo.
Há nesta categoria os super heróis sempre a nadarem em situações debaixo de água ou apaga fogos (postos), há os encostados que ignoram emails, telefonemas ou reuniões até que se vá falar com eles presencialmente, há os desorganizados incapazes de estabelecer uma ordem de trabalhos, cumprir um prazo, há os perdidos que simplesmente esperam pelo ordenado com o mínimo esforço possível e ainda os chico-espertos que empurram o máximo para os outros e gostam de assumir o protagonismo do bom e culpar os outros pelo mau.
Se eu ouço outra vez aquela alminha sem filhos, que vive em casa do namorado, com empregada a dias, que come uma sopinha ao jantar (pela dieta e para não ter mais trabalho), que dorme até tarde, dorme a sesta no fim de semana, anda sempre agarradinha em casalinho mimadinho, com muito beijinho e amorinho, que demora toda a manhã a enfiar-se num vestidinho e a empoleirar-se em cima de uns saltos de 10cm, porque é baixita e tem todo o tempo só para ela, sem correrias ou sobressaltos… Se eu ouço esta criatura arrogante e cheia de manias, dizer outra vez que está muito cansada, que os comprimidos que toma para relaxar da sua vida nervosa a andam a fazer engordar 1 kilinho, que ai, ai, ai…. Agarrem-me que não sei se já consigo reprimir uma gargalhada diabólica seguida de um valente safanão e chuva de estaladas…
Há coisas tão ridículas que falar sobre elas é por si uma atitude igualmente ridícula. No entanto, após avistar logo de manhã duas criaturas a ostentarem estes símbolos do ridículo sou impelida a revelar mais um dos meus ódios de estimação.
Tenho para mim o ódio sobre essa gatita nipónica, decapitada e albina. Não concebo esta fashion trend de mulheres que se identificam com este universo de merchandising infantil, inflaccionado e ridículo. Uma mulher pode ser uma leoa, uma pantera, uma cobra, até uma vaca nunca uma gatinha insípida, sem cor, pequenina e enjoativa.
Há de tudo, até embaixadoras da marca, recentes mulherinhas, ex teenagers que acham que estas garras curtinhas podem ser algum símbolo sexual, de irreverência ou de glamour. Desde malitas, roupitas, coisitas de casa, cosmetiquita, tudo tretitas branquitas e cor de rositas... Acho muito bem para as miuditas. Mas nem para essas que agora querem as winks, as bratzs e afins. Podemos recuar às meninas e bebes (a minha filha até tem umas coisas muito giras e que ficam excelentes no seu quarto infantil e no seu vestuário infantil e tem quase 1 ano infantil... já disse infantil?).
Às vezes imagino a cara de um homem que em plena euforia dá por si com uma lingerita cor de rosita com uma gatita.
Mulheres, uma sugestão humilde: assumam-se como mulheres. Opções não faltam e se é por uma questão de fidelidade à marca lamento tal escolha infantil/infeliz...
Conviver com a velhice quando no auge da vida é uma daquelas situações sádicas e socialmente paradoxais. Podem usar os eufemismo da idade do ouro, da sabedoria... Para mim é a fase do declínio, do definhar do corpo e alma, do deixar de ser o que um dia já se foi.
O top ten dos ódios sociais da idade avançada:
E é esta a fatia mais numerosa da nossa sociedade. Talvez, também por isso, este bolo é cada vez mais indigesto e traz menos brindes...
E já a prever comentários sobre a minha injustiça, visão distorcida, mau feitio, ingratidão e outros que tais (disse alguma mentira lá em cima?), aqui fica a reacção de uns velhotes cool ao meu post:
É definitivo. É claro como água. Odeio pessoas com a mania que têm vidas perfeitinhas, com relacionamentos perfeitinhos, casas perfeitinhas, empregos perfeitinhos. Odeio estas criaturas inseguras inconscientemente que se acham acima dos demais. Eu sei que apenas conhecemos um planeta habitável e que por isso temos que socialmente conviver com estes monstrengos. Eu até reconheço que cada um é como é, leva a vida que quer ou pode e age de acordo com o respectivo QI (coeficiente de inteligência ou ignorância dependendo da quantidade de ligações entre os respectivos neurónios).
Mas irrita-me solenemente pessoas assim. Pessoas com mania. Pessoas que como pessoas são uma nulidade. Mas que com o respectivo título do emprego, com o respectivo ego insuflado por terem encontrado alguém que os ature, com o respectivo brand das marcas com que se escondem, com o respectivo comportamento de pisarem o mundo se acham senhores de alguma coisita...
Já achava que tinha a minha dose de Mrs. Perfects, mas estas personagens insistem em povoar as minhas redondezas...
Nem é uma questão de achar que vivem erradamente, futilmente ou apenas de aparências. Não quero saber. O que odeio é ter que vislumbrar essas pessoas, saber que estão ali, tão perto de mim... Porque mexe com o meu sistema nervoso. Porque me irrita. Não sei se é pelo meu senso voyeurista masoquista, não sei por que raio mexe tanto comigo. Afinal existem tantos géneros de pessoas. Mas estas dão-me mesmo volta ao estômago.
Que fique claro: odeio não invejo.
PS - a terapia de falar mal é quase tão boa como a teoria de esmurrar um saco de boxe (que ainda não comprei)... será por isso que as velhinhas das aldeias têm aquela longevidade?
Vem no i (um jornal que me começa a despertar alguma empatia) um artigo sobre gorjetas. Se há coisa que abomino é a gorjeta. Sem há quem abomino é quem a espera. Se há quem me irrite é quem a dá descaradamente para que os outros o vejam.
Obviamente que não a dou. Obviamente que não tenho dinheiro para dar a todos aqueles que me prestam um (bom) serviço - e se for a pensar os bons serviços até são raros, logo seriam poucas as gorjetas que teria que distribuir...
Há quem dê gorjeta no restaurante, quem dê na esplanada do café, quem dê no cabeleireiro, quem dê ao gajo que acarreta as malas, quem dê ao moço que vem instalar/reparar alguma coisa lá por casa... Há quem dê e quem as espere como se fosse certo, merecido e obviamente aguardado. Há até quem olhe de lado quando a dita é inferior a 2€. E nós até somos dos países onde não há a "tradição" da gorja.
Mas os funcionários não são pagos? E não são pagos para serem profissionais? E serem profissionais não implica prestarem sempre bons serviços? Eu por aqui não sou a mamãe Noel para distribuir prendinhas... Sim, sim, quem dá a gorjeta quer gratificar quem lhe prestou um serviço para além do obrigatório, isto é, com um sorriso, com uma simpatia, com um favorzinho... Não sei se é só no mundo em que trabalho, ou no sub mundo em que me governo, mas eu tenho um ordenado ao final do mês. Esse ordenado é a paga (se bem que deficitária) do meu contributo de valor para a empresa. E até aturo alguns clientes. Normalmente chegam até mim quando as coisas ficam mesmo queimadas (no sentido literal) ou muito, muito aquém das expectativas... E não é por resolver os embrólios com o meu charme natural e doses absurdas de paciência, simpatia e diplomacia que ganho qualquer gratificação extra. Nem por trabalhar fora de horas quando necessário para fazer favorzinhos. Porque raio por servir um café no tabuleiro têm que receber mais do que vale o café? E porque raio se para me cortarem o cabelo ainda têm que receber 10% do preço do champõ? Para isso dava o dinheiro para a cadeira de massagens que essa sim, não recebe nada e trabalha bem.
Não é forretice. É príncipio. Para mim não faz sentido. Perguntem lá aos moçoilos dos call centers se recebem gorjetas por cada chamada que resolvem com a simpatia escrita no formulário por aturarem as reclamações dos clientes? E as moçoilas das caixas de hipermercado que automaticamente abrem as bocas em sorrisos de bom dia a um ritmo de caixa se recebem gorjas por aturarem as filas de fim de semana?
E também não dou trocadinhos a arrumadores de carros.
E peço sempre as facturinhas...
E os livros de reclamações...
E se me demoram muito a atender em restaurantes... até já saí da mesa sem pagar as entradas...
Não é plágio. Não sei se se recordam de uma publicidade da revista Happy com cartazes sobre o que uma certa mulher gostava... Aqui fica o que abomino.
esperar em filas : dondocas : fazer o ponto de embraiagem : adormecer no sofá : ouvir ressonar : que me abram a mala no aeroporto : ir em pé nos transportes públicos : toques irritantes e altos de telemóveis : sobremesas indianas : fazer abdominais : limpar casas de banho : aturar as birras dos miúdos dos outros : homens bêbados : que estacionem em cima do meu carro : ponham picante, sal, ketchup ou outro condimento extra sem provarem primeiro o que fiz : que não me devolvam o que emprestei : anedotas populares : pimbalhadas : pitecos que têm a mania que são homens experientes : obras nas estradas : casas com azulejos nas paredes : cheiro a catinga : pessoas que não gostam do que não experimentam : ficar sem bateria no portátil : a mania de gostar dos coitadinhos : machos latinos : arrumadores de carros : aranhas : mau humor matinal : água fria : gelados meio derretidos : dvd's riscados : telemarketing : suicídios na hora de ponta : falta de estilo : desarrumações : sair de um restaurante japonês a cheirar a grelhados : livros que não consigo ler até ao fim : 99% dos programas de televisão : ignorância : unhas mal arranjadas : convidados que não ajudam : praias lotadas : que esperem por gorjeta : más desculpas : sorrisos amarelos : gente que não se equilibra no metro : filmes de zombies articulados : intolerância extremista : ter de ir porque fica bem : sair tarde do trabalho : vizinhos cuscos : camas que rangem : más massagens : gente que diz sim e não sabe do que fala : pisar pastilhas elásticas : ...
Este é um daqueles posts a continuar.
P.S. - Garanto-vos que escrevi isto em menos de 5 minutos.
Talvez seja da idade. Talvez das hormonas. Talvez do tal gene diabólico que me contamina o ADN. Não consigo suportar, co-existir no mesmo espaço físico e temporal com aqueles grupos de "pitas", pre-teens em bandos de 4/6... Entro em colapso mental.
Fazem-se ouvir pelos risinhos estridentes, pelas vozes esganiçadas que cospem idiotices.
Aparecem vestidas pelas tendências da sub moda escolar, já com aquelas maquilhagens psicadélicas e algumas até com unhas de gel. Normalmente estes grupos de acne disfarçado sob bases rascas, agarram-se pelas mãos, pelos braços, numa união cúmplice para afugentar a vergonha e afastarem-se do ridículo no singular...
O habitat normal desta espécie (após a escola) são os centros comerciais. Divagam pelos corredores das lojas, invadem as esplanadas e algumas até se atrevem a pedir uma cervejola se se sentem galadas por algum espécime masculino...
Com qualquer raio de sol mais luminoso, envergam os seus óculos de sol fashion, as argolas gigantescas nas orelhas, os tops baratos (inevitavelmente com as alças do soutien preto à mostra) e as calcinhas descaídas de ganga justas com a tanguita visível... O que mais me repugna nesta indumentária são normalmente os ténis deslavados a precisar de lavagem urgente ou as sandálias plásticas de cunha.
Nas noites de fim de semana escapam para as discotecas e abanam-se quais estrelas sensação em grupinhos que olham pouco subtilmente para tudo o que possa ter calças sem cabeça. São as primeiras a profanarem as praias na busca dos amores descartáveis de verão. São as primeiras andorinhas da primavera e com alguma fé na raça humana deixarão de existir no próximo ano, à medida que as primeiras curvas do corpo e do cérebro se instalem, ao ritmo a que os confrontos com a realidade sejam vividos.
Fazem-me lembrar as melgas irritantes, aquele insecto que consegue estragar qualquer noite agradável de verão e que basta uma chinelada bem dada para o calar.
Gosto de ver filmes. Gostava de ir ao cinema (quando o preço do bilhete era razoável, tinha salas de cinema com qualidade superior à da minha televisão e a plateia tinha como objectivo ver o filme). Não tenho a pretensão de criticar os filmes, o desempenho dos actores ou a atribuição justa dos óscares. Mas, como não podia deixar de ser, como em tudo o que gosto alimento alguns ódios de estimação.
Portas de Casa
Portas do Contra
Portas de Mãe
Portas de Mulher
Portas de Pensamentos