Há coisas que parecem simples... mas que quando as tentamos realizar exigem escalar verdadeiras torres de Babel. Conhecermo-nos é uma dessas epopeias. Uma dessas viagens fantásticas, longas e intermináveis. Este blog é uma dessas viagens.
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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011
Eu gosto é do Verão...

Nunca vivi fora de Portugal. Provavelmente é um dos meus handicaps. Nunca senti verdadeiramente a necessidade de mudar, viver e trabalhar noutro país. Não porque ache que aqui é o melhor, nem tão pouco que lá fora é que é mesmo bom. Aliás sou céptica à poesia das personagens iluminadas que proclamam que lá fora é muito melhor que aqui, mas que inevitavelmente regressam ou querem regressar mais tarde (acho que perdem toda a credibilidade em voltar para algo manifestamente pior do que apregoam…).

Não sendo nacionalista, reconheço que temos coisas muito boas (como qualquer país) que fazem parte da nossa identidade colectiva. Gastronomia, futebol, fado, paisagem… teria muito a dizer sobre cada uma destas coisas, que acho que estão em manifesto declínio, embora fique para um outro dia.

Hoje o que me chama a atenção é mesmo a burrice, a teimosia e mesquinhice rural e a capacidade de inventar sketches humorísticos.

Não interessa se estamos em bancarrota, não interessa se não há classe política que lidere o país, não interessa se o crédito e as dívidas se acumulam, se o espectro do desemprego e da dificuldade económica se alastre e agrave.

O que interessa é poder continuar a tomar o pequeno almoço no café, o que interessa é fazer uns sketches sobre a chegada do FMI, sobre a imagem do Sócrates, sobre a última gaffe política ou futebolística, vestir a pele do cão a rir, é fazer do telejornal a primeira novela do rol das que ocupam o horário nobre da cultura televisiva, é ir de férias de Páscoa para a terra, ou para fora, especialmente Cabo Verde que é mais barato ou para o Algarve para casa de um primo com o novo iPad.

Afinal de que vale viver sempre a pensar nesta crise ou a chatearmo-nos com isto? Afinal isto até já chateia, sempre a mesma coisa. Alguém há-de pensar, alguém há-de subsidiar e nós entretanto vamos ali à praia, beber uma cervejinha… afinal somos um povo tão amável que haveremos de pedir ali um favorzinho, acompanhado com um bom vinho e um docinho de ovos.

Ou não. Medidas austeras, PECs e FMI hão-de ser sempre apenas o penso de emergência para a ferida. A doença continua. Interna. E agora esta chuva que veio estragar os cafés na esplanada, as idas à praia dos desempregados e dos gazetas? Bolas, logo agora nas férias…


sinto-me: É humano ou apenas português?

Porta Aberta por claudia às 16:38
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011
Top ten das coisas que mais me frustram e irritam sobre esta matéria (crise política)

Ontem, hoje e nossos próximos tempos vai-se falar da crise política, da demissão do PM, da corrida às eleições, do FMI e do impacto na crise social e económica do povo. Este não é um blog político e (infelizmente) não tenho suficiente conhecimento histórico e actual ou interesse para me debruçar sobre o tema.

 

Top ten das coisas que mais me frustram e irritam sobre esta matéria

  1. Cobardia – De um lado está uma massa ao tiro ao alvo. É tão fácil este anonimato no meio do povão… Do outro lado estão aqueles que têm medo de agir, agitar, provocar e enfrentar.
  2. Ignorância – Será que alguém sabe realmente o que se passa? As causas, a problemática, as precedências, as alternativas, as estratégias, as soluções, os cálculos atrás dos números, das previsões?
  3. Linchamento – Para que todos estejamos de consciência tranquila temos de eleger o lobo mau e culpá-lo da desertificação da floresta encantada, de tentar comer os porquinhos, a avó e a capuchinho. Somos todos lenhadores, sem machado, só com dedos apontadores. Já repararam que quando se aponta um dedo, os outros três ficam virados para nós próprios?
  4. Falatório – Já podemos encher as mesas dos cafés e a conversa nas tabernas, teremos tema de conversa para mais uma cerveja a acompanhar a travessa dos caracóis. Vamos todos ser promovidos a comentadores políticos em part-time, a par das restantes especializações de faringe.
  5. Vitimização – Vamos cantar o fado! Agora coitadinhos de todos nós, povinho produtivo, empreendedor, activo e cheio de força. Coitadinhos que seremos mais uma vez as vítimas enrascadas da conspiração da economia, dos mercados, dos capitalistas, dos patrões. Coitadinhos de nós que ninguém quer saber de nós, só nos exploram, e ai, ai, ai,…
  6. Passividade – Vamos assistir à tv, depois do jantar, quiçá passear na avenida da liberdade, e ver os outros, aqueles na guerra do poder, a lutarem pelo seu lugar ao sol. Quem fica na bancada, bate palmas, eventualmente assobia se não gosta, mas os actores são quem está no palco.
  7. Futilidade – Mais um tema, entre tantos os outros. No meio da preocupação real do dia a dia não terá certamente um lugar de destaque. Porque as contas chegam ao final do mês, porque há responsabilidades no trabalho ou pela ausência dele, porque há que viver com o que se tem, da melhor forma possível, porque há sorrisos inocentes a garantir, porque há o amor. E vêm aí as férias da Páscoa e do Verão.
  8. Visão – Ninguém sabe como será o futuro e ninguém anuncia qualquer visão de futuro para um país moribundo. Ninguém anuncia o sonho e a escada para subir à Lua. Todos dizer ter (apenas) uma pá para sair dum buraco.
  9. Impacto – Afinal o que se irá sentir no dia a dia após tanta crise anunciada? E depois do arauto? Qual o efeito da onda na praia?
  10. Media – E lá se segue uma telenovela, furos jornalísticos, umas reportagens engraçadas e outras nulidades. Não acredito que se vendam grandes revistas ou jornais. O pessoal gosta é dos escândalos gratuitos.

sinto-me: Again, again, again

Porta Aberta por claudia às 12:43
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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010
Cansaço do Sebastianismo

Cansam-me as dezenas de emails indignados com listas de boas remunerações em tempo de crise. Cansam-me os cartoons da relação injustiçada entre o Zé povinho e o governo. Cansam-me as piaditas com o Sócrates, o diabo e outras personagens. Cansam-me os vídeos super inteligentes com um historial que não resiste às incoerências temporais.

Não que seja do PS, nem simpatizante do mesmo. Mesmo nutrindo um sentimento abominável pelas políticas e personagem do senhor engenheiro(? ) que lidera o (des)governo deste país. Não que participe de algum movimento político.

Mas este sentimento de vitimização, de crise, de tragédia fadista, de pobrezinhos labregos versus os monstregos políticos empresários e capitalistas, cansa-me. A mesma lenga lenga. Sempre o mesmo queixume. Na hora do café, na paragem do transporte público, no dialecto do taxista, no slogan do jornal, na conversa do corredor, no email. Fala-se da crise, como quem fala do tempo. Por falar.

E ai, ai, ai…

Mas o que mudam? O que propõem? O que fazem? No que pensam?

O problema é que se gosta de fado, mas não se sabe tocar guitarra, nem tão pouco montar um palco. O problema é que se fala, se critica, se denuncia… mas depois, depois, depois o quê? Não há depois. Espera-se, espera-se… e queixa-se, queixa-se.


sinto-me: Blá, blá, blá

Porta Aberta por claudia às 15:38
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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
Elites Urbanas

As gentes portuguesas andam pouco de transportes públicos. É pena. Não pelo aspecto ambiental ou económico, que o pessoal ignora o primeiro e sobrevive com o segundo.

É pena, pelo aspecto cultural. Pena, porque existe uma tertúlia elitista que só se reúne nestes meios de transporte e desse modo apenas acessível aos possuidores de cartão válido. Porque nos transportes públicos concentram-se todas as mentes brilhantes do país.

Eu própria frequento diariamente um destes eixos de sabedoria e fico sempre surpreendida porque que raio este pessoal não está em cargos onde possam aplicar todas as suas teorias. Desde a política, em que se debatem fervorosamente o estado da nação, se comentam os aspectos relevantes dos últimos actos governamentais, se fazem previsões e inclusive se obtém uma inside information sobre a vida privada dos governantes.

Desde a economia onde se desenvolvem modelos fruto de profunda análise, passando pela complexa teia do relacionamento patrão/empregado/sindicato, lançamento e extinção de produtos de mercado, publicidade e estratégias empresariais e inclusive se obtém uma visão única sobre a eficácia das últimas tecnologias e uso da internet no ambiente de trabalho.

Desde o social, a família, o vizinho, até ao mundo do cor de rosa. Com comentadores assíduos e gurus perante qualquer revista, telenovela, relacionamento, cunhado, sogra, conhecido ou o gajo que manda sms anonimamente mas que a gaja não apaga para mostrar às amigas.

E o desporto… desde os jogadores, treinadores, seleccionadores, campeonatos e jogos existem especialistas para cada clube, impressionante!

A sapiência não tem limites e tudo o que é especialista viaja em hora de ponta, cheio de argumentos, entre o café da manhã e a corrida para o emprego, onde obviamente tanto talento analítico é desperdiçado. Talvez por isso todos se queixem do que ganham.

Talvez por isso existam tantos condutores medíocres, coitados sem opinião e que por isso ficam confinados ao silêncio e a ouvirem notícias na rádio. O único ponto bom é que o tuga vai desenvolvendo alguma capacidade de resistência nervosa ao volante e inclusive brevemente até poderá utilizar legalmente o facebook e outros afins utilitários enquanto conduz (legalmente, porque há muito boa e inteligente gente que já o faz).


sinto-me: É só espertos com passe válido

Porta Aberta por claudia às 16:41
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Zé Queixinhas

 

Mas que raio de mania do pobre queixar-se do snobismo do rico? Que mesquinhice prolifera em tudo o que são opiniões anónimas de jornais gratuitos, portas de casas de banho, blogs com instintos comunistas e afins sobre os privilégios, bens e supostas atitudes imorais dos abastados? Que falta de humor e originalidade com que são aplaudidas as piadas de ricos e pobres, os casos mediáticos julgados por todos e por ninguém, as fábulas do bom pobre e do mau rico. Que cobardia e ignorância alimentam as calúnias públicas e inspiram as teorias de conspiração e perseguição dos pobres pelos ricos?

O ricaço sem escrúpulos, a mania do novo-rico, a corrupção do director, a fuga aos impostos do chefe, o ladrão do outro chefe, ... cansam-me as queixinhas do povo. A mesma voz, sempre diluída, escondida e protegida em grupo, sempre em lamúria...
Os mesmos que nunca arriscaram nada, os que trabalham toda uma vida a fazer o mesmo das 9 às 5, os que só aceitam a segurança do comodismo, os que nunca planearam ir mais além, os que não confrontam um olhar acima do ombro, os que apenas se deixam arrastar...
Que cultura que promove a mesquinhez, que idolatra a rapariguinha saloia da aldeia vs a assustadora independente mulher urbana, que acata a mediocridade vs o esforço para tentar o óptimo, que continua a viver da mesma glória já gasta de descobrimentos, fados e futebol.
Não sou rica. Mas irrita-me esta classe mediana, de meia idade, já com meio discernimento, sem ambição, de braços sem forças, de olhos vazios e pesados que se limita a acenar os mesmos chavões de luta pós 25 de Abril, que vive ainda no isolamento salazarista do estrangeirismo moderno e rico que não pode prestar...

sinto-me: Nunca gostei de queixinhas

Porta Aberta por claudia às 23:26
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
E ainda tenho de pagar... devia haver descontos para mulheres

As bombas de gasolina são desenhadas única e exclusivamente para homens.
Podemos começar com a maquineta da pressão de ar dos pneus. Mas que mulher consegue manter uma postura decente enquanto se debate com a mangueira emaranhada de 3 metros, baixar-se ao nível do idiota do pneu (as calças justas ou uma saia assumem-se verdadeiros desafios), olhar para o alto do mostrador e conseguir enroscar a m* dos pipos enquanto evita uma despesa na manicure, as mangas sujas e o salpico do marmelo que passou rentinho a nós? Conseguem pensar em algo mais ergonómico? Ou simplesmente gostam de nos ver de rabinho alçado e de mau-humor?
E as bombas? Aqui as mangueiras são sempre curtas, para quem estaciona do lado contrário à dita. Depois é inalar o perfume duradouro do dito combustivel, lixar as mãos nos toalhetes (se ainda restarem alguns), rezar para não prender os saltos nas redes de escoamento à entrada da loja e pagar. Claro que não convém consultar revistas ou jornais, porque para além da sua instalação estratégica e inteligente junto aos sensores das portas automáticas, ainda somos fulminadas pelo olhar do macho mecânico que nos considera peixinhos dourados fora do aquário. Claro que até chegar a nossa vez, temos de esperar que o picuinhas da frente verifique se não lhe riscaram o carro, meta a zero o número de kilómetros percorridos, ajeite-se no banco e arranque com pisca e devagarinho...
Quanto às maquinetas para lavar o carro manualmente, nunca experimentei. Por não ter a mínima pachorra, mas também porque no dia que vir uma mulher a usar a lavagem, vai existir uma audiência masculina (in)discreta a fantasiar as meninas de t-shirt molhada. Já levei o carro muita vez à lavagem automática e mesmo assim já fingi não ter ouvido algumas bocas de baixo nível.
Claro que as brasucas nas caixas com unhas de gel rosa choque não contribuem para a imagem da mulher moderna independente.
E atenção os meus 150cv deixam muito machito para trás. Sem medo. E sem conhecer o abc do motor.


sinto-me: Inversão de marcha

Porta Aberta por claudia às 21:33
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
À la twitter 2

Onde raios se esconde a pimbalhada toda que invade Portugal no Verão? Digam-me para no próximo Inverno ir trancar a porta... Isto é só festas populares com artistas de qualidade...

 

PS 1 - Ainda me converto ao twitter....

 

PS 2 - Já venho escrever um post (digno do nome)...


sinto-me: + Voz + Música + Roupa

Porta Aberta por claudia às 11:26
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2009
Obrigada e volte sempre!

 

Vem no i (um jornal que me começa a despertar alguma empatia) um artigo sobre gorjetas. Se há coisa que abomino é a gorjeta. Sem há quem abomino é quem a espera. Se há quem me irrite é quem a dá descaradamente para que os outros o vejam.

Obviamente que não a dou. Obviamente que não tenho dinheiro para dar a todos aqueles que me prestam um (bom) serviço - e se for a pensar os bons serviços até são raros, logo seriam poucas as gorjetas que teria que distribuir...

Há quem dê gorjeta no restaurante, quem dê na esplanada do café, quem dê no cabeleireiro, quem dê ao gajo que acarreta as malas, quem dê ao moço que vem instalar/reparar alguma coisa lá por casa... Há quem dê e quem as espere como se fosse certo, merecido e obviamente aguardado. Há até quem olhe de lado quando a dita é inferior a 2€. E nós até somos dos países onde não há a "tradição" da gorja.

Mas os funcionários não são pagos? E não são pagos para serem profissionais? E serem profissionais não implica prestarem sempre bons serviços? Eu por aqui não sou a mamãe Noel para distribuir prendinhas... Sim, sim, quem dá a gorjeta quer gratificar quem lhe prestou um serviço para além do obrigatório, isto é, com um sorriso, com uma simpatia, com um favorzinho... Não sei se é só no mundo em que trabalho, ou no sub mundo em que me governo, mas eu tenho um ordenado ao final do mês. Esse ordenado é a paga (se bem que deficitária) do meu contributo de valor para a empresa. E até aturo alguns clientes. Normalmente chegam até mim quando as coisas ficam mesmo queimadas (no sentido literal) ou muito, muito aquém das expectativas... E não é por resolver os embrólios com o meu charme natural e doses absurdas de paciência, simpatia e diplomacia que ganho qualquer gratificação extra. Nem por trabalhar fora de horas quando necessário para fazer favorzinhos. Porque raio por servir um café no tabuleiro têm que receber mais do que vale o café? E porque raio se para me cortarem o cabelo ainda têm que receber 10% do preço do champõ? Para isso dava o dinheiro para a cadeira de massagens que essa sim, não recebe nada e trabalha bem.

Não é forretice. É príncipio. Para mim não faz sentido. Perguntem lá aos moçoilos dos call centers se recebem gorjetas por cada chamada que resolvem com a simpatia escrita no formulário por aturarem as reclamações dos clientes? E as moçoilas das caixas de hipermercado que automaticamente abrem as bocas em sorrisos de bom dia a um ritmo de caixa se recebem gorjas por aturarem as filas de fim de semana?

E também não dou trocadinhos a arrumadores de carros.

E peço sempre as facturinhas...

E os livros de reclamações...

E se me demoram muito a atender em restaurantes... até já saí da mesa sem pagar as entradas...


sinto-me: Ai querias?

Porta Aberta por claudia às 13:19
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Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Urgentário

Este chegou-me por email... obrigado colega!

 

O URGENTÁRIO - FUNDAMENTAL PARA EMPRESAS EM QUE TUDO É URGENTE

    

SAN SEX TER SEX  QUA SEX QUI
8 7 6 5 4 3 2
15 14 13 12 11 10 9
22 21 20 19 18 17 16
29 28 27 26 25 24 23
36 35 34 33 32 31 30

           

  1. Este calendário foi desenvolvido para atender aos trabalhos URGENTES. Todos os trabalhos são pedidos para "ontem" e, por isso, todas as datas correm para trás. Desta forma, o chefe pode pedir o trabalho no dia sete (7) e recebê-lo no dia três (3).
  2. Normalmente é solicitado que os trabalhos fiquem prontos no máximo até sexta-feira, portanto foram colocadas 3 sextas-feiras em cada semana para rentabilizar a produção.
  3. Existem cinco novos dias acrescidos no final de cada mês para que não haja atrasos nos trabalhos de fecho.
  4. O dia 1 foi eliminado para que não se entreguem os trabalhos de final do mês no primeiro dia do mês seguinte.
  5. Ninguém gosta de segundas-feiras, portanto este dia também foi eliminado do Urgentário.
  6. Não existem sábados e domingos, para que as horas extras não onerem a folha de pagamento.
  7. Foi criado um dia especial na semana, que é a "Santa-feira", destinada aos trabalhos que exigem "Milagres".

sinto-me: De licença de maternidade

Porta Aberta por claudia às 07:35
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Não aprendo, bolas!

 

Existe uma coisa fantástica na internet (para além do meu blog): as compras online. Este tipo de comércio corresponde teoricamente a muitas das minhas expectativas: comprar a partir do conforto de casa, poder escolher com calma e comparar exaustivamente preço e  produto, não ter de lidar com a gentinha das lojas que só está ali para receber o seu no final do mês e quando vê um cliente só falta tirar a pistola de trás do balcão, não tenho que me preocupar com o estacionamento do carro, enfim... supostamente só teria vantagens. E tenho, até ao momento de receber as encomendas. Eu já devia saber que nunca, nunca posso lidar com algo que envolva os CTT de Portugal. Já anteriormente me cruzei com a necessidade de escarnecer do serviço (http://semchave.blogs.sapo.pt/2910.html), mas hoje tive novamente o prazer de (sobre)viver nesta experiência inesquecível.

O serviço abre às 9h, às 8h30 já havia fila, ou melhor, um ajuntamento popular à porta do serviço (até aqui nada de especial, serviço público é mesmo assim: centros de saúde, repartição de finanças, lojas do cidadão, e por aí adiante). Obviamente, que Portugal se encontrava representado neste agrupamento: não faltava a velhota queixosa das suas 1001 maleitas piores que as da vizinha, a mulherona de meia idade que pensa que domina o resto do mundo para lá da banca do peixe que vende, o velhote com a unhaca à guitarrista e os pelos do peito à mostra, a brasileira (sim, já se pode considerar que faz parte da populaça portuguesa, pelo menos em número já ocupam uma % significativa) com os corsários a rebentar no rabo e o puto ranhoso a fazer a birra matinal aos avós que aceitaram misericordiosamente tomar conta dele nas férias da escola enquanto os pais trabalham para lhe pagar o próximo ano na escola.

A estação abre exactamente as 9h... não para atender os clientes, mas para apanhar as cartas espalhadas pelo chão, porque dado o vandalismo que caracteriza o civismo das nossas gentes as caixas exteriores estão encerradas. As 2 funcionárias lá se distribuem pelos 5 balcões, ligam calmamente o sistema das senhas, arrastam-se para as cadeiras e continuam com a tromba dum elefante sem ração. O correr para a máquina das senhas lembrou uma corrida aos saldos digna de uma loja da Zara! Claro que das 6 opções da máquina, apenas a do atendimento geral estava disponível (são só 2 funcionárias e além do mais isto aqui não é para especialidades). A nova máquina automática dos selos também estava fora de serviço (se é que alguma vez esteve ligada)!

Lá chega a minha vez e para além da simpatia habitual sou informada que posso voltar para trás, porque apesar de já ter recebido a ordem de expedição da encomenda à mais de uma semana, como ainda não recebi o aviso dos CTT tenho de aguardar...

FONIX! Este deveria ser o slogan dos CTT.

 


sinto-me: Idiota, por ainda ir aos CTT

Porta Aberta por claudia às 11:17
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