Sexta feira já a caminho de casa o marido manda sms: “E se fossemos passar o fim de semana fora?”. E eu respondo: “Why not?”…
E lá fomos, ainda na sexta, fizemos a mala para os 4 em 10m, jantámos rapidinho e aproveitámos um pacote oferta que tínhamos aqui por casa, com um upgrade de mais uma noite e para acomodar os dois pimpolhos… Destino: http://www.splendia.com/pt/vale-d-el-rei-l
Foi um fim de semana fantástico, conhecemos outro sítio onde voltar certamente. Os miúdos adoram hotéis e é vê-los com apetite no buffet do pequeno almoço! Brincámos pela piscina, deu para apanhar um solinho algarvio, comer muito bem, surpreender-me com a hospitalidade e simpatia algarvia (coisa rara na minha experiência), passear pelo jardim, desfrutar um pouco de um fim de semana diferente. E claro, pelas mãos da D. Graça, uma massagem ultra relaxante que a alma já pedia à muito tempo. Das iguarias gastronómicas destacar: a sangria fantástica do almoço no http://www.algarseco.pt/, o bife do maridão do almoço e o meu risotto de grelos e vieiras do jantar (o que consegui provar, que a pequenita lançou-se em detrimento do bife dela…).
Crise de nervos no regresso a casa provavelmente pelo cansaço da viagem, das compras ainda no hipermercado antes de chegar a casa, das máquinas de roupa e da energia inesgotável das crianças… A perfeição não existe…
Fim de semana no Porto. A dois. Porto Palácio Congress Hotel & Spa. Um hotel excelente e onde o Spa não é apenas marketing… Um dos Leading Hotels of the World. Uma experiência gastronómica divinal: um dos melhores japoneses (Góshò) e um dos melhores italianos (Grappa). Ainda por cima do pacote da smartbox ‘Sonhos e Delícias’ fazia parte o jantar no italiano, com bebida incluída e sem restrição na ementa. Comida mesmo saborosa, em ambos.
Gostei do lounge no 18º andar com vista panorâmica sobre o Porto, acompanhado pelo vinho do Porto (também incluído no pacote) e saboreado ao início da noite…
Ainda deu para umas comprinhas, com a Lanidor mesmo na entrada do hotel. E a cereja no topo do bolo foi mesmo uma massagem. Fantástica e com os 50% do voucher da Happy (digam lá se a menina não sabe ser poupadinha…).
E não, não me cruzei com os U2 que por lá pernoitaram…
Mas a mensagem do post não era (só) vangloriar-me por (mais) esta extravagância. O que queria mesmo partilhar é o reconhecimento da importância destas escapadelas no reforço da união entre nós. Porque infelizmente parece que estes momentos são o único sopro numa chama que teima em ir esmorecendo. Não deixam de ser fugas à realidade, ilusões. Mas são nestes mundos paralelos, que nos reencontramos nova e temporariamente. A rotina dos dias não se compadece com o espaço necessário para isto. Para as trocas de olhares que dizem tudo, para as conversas sem tema que fluem sem destino. No fundo acho triste chegarmos a um ponto na vida e na relação em que roubamos aos dias estes momentos clandestinos. Em que nos agarramos a estes momentos como colete salva vidas para a turbulência no mar diário.
Num mundo ideal, isto não devia assumir esta importância. Num mundo ideal, todos os dias devia ser criado (inventado?) este espaço a dois. Num mundo ideal o desgaste dos dias, os problemas e stresses do trabalho, as questões diárias, as rotinas dos filhos, as escolas, a casa… não teriam o peso que nos afunda, num mergulho de apneia. E é tão fácil ir mergulhando, ignorando e ir deixando para depois o vir à tona e encher os pulmões. É difícil resistir ao remoinho das ondas que nos empurram para todas as obrigações. É difícil, realmente, aproveitar, valorizar e viver a vida. No presente. Só depois, à distância relembramos, com saudosismos frustrados, o que fizémos e deixámos por viver e pensamos que burros fomos por não sabermos, nesse tempo, aproveitar a vida que tínhamos. Mas depois será tarde demais. Gostava de conseguir fazer do dia a dia algo muito melhor para todos, para nós, para mim…
Estes últimos dois posts foram um pouco lamechas. Espero que não seja da idade, vou culpar este tempo deprimente. Eu, que tenho a alma nas Caraíbas, murcho com estas tretas britânicas… E já agora, depois de toda esta publicidade, não se arranja mais nenhum voucher?
Nestes últimos dias…
Foi fim de semana de escapada romântica. Fomos até à Herdade dos Cabouços. Ficámos impressionados pela paisagem, pelo pitoresco do lugar, pelo cheiro e sabor da comida, pelo vinho, pelos barulhinhos que inundavam os espelhos de água. Caminhámos, conversámos, namorámos e desfrutámos mais um pouco da companhia de cada um. O sítio induz à paz. O ambiente é campestre, para contemplar e desfrutar. Um descanso merecido pela batalha dos dias.
Estas quebras a dois são raras e talvez por isso assumem-se como pequenos luxos necessários para ainda nos irmos descobrindo. E descobri uma coisa engraçada, ao vê-lo, sozinho a jogar bilhar. Descobri, que caso não conhecesse aquele gajo, iria meter conversa com ele. E isso é fantástico.
Amanhã comemoramos 8 anos de casados. É engraçado fazer estas (re)descobertas.
PS - Obrigada à maninha pela experiência (foi um pacote fantástico da Smartbox).
Falta uma semana para desfrutar de uma segunda lua de mel, em ambiente paradisíaco, com a maturidade possível dos 30, com a companhia daquele que tem conquistado o meu coração.
Estariam reunidos todos os ingredientes para uma viagem fantástica, gerando expectativas tão exuberantes como a cor do mar que me aguarda, concretizando o luxo de uma fuga deste dia-a-dia que por vezes quase me sufoca, longe deste tempo britânico sem qualquer luminosidade.
Glimpse. Há palavras impossíveis de traduzir. Não me venham com patriotismos de vocabulário. Para mim os britânicos souberam retirar do latim a simplicidade, o poder de síntese pela capacidade de condensar numa única palavra o seu significado completo. Sem floreados. Sem recursos de estilo complicados e poéticos.
O meu fim de semana foi um glimpse de uma vida de sonho...
Fomos para aqui. Os 4. Uma família de luxo num hotel de luxo. Momentos de drama, misturados com outros de pura comédia. O normal.
Ficam para a memória os minutos espreguiçados nos pufs gigantescos à beira da piscina, as mordomias de um quarto espectacular, o relaxe possível no sofá da varanda, a vista ampla pelas paredes do quarto, o jantar gourmet servido no quarto e as gargalhadas de horas felizes. Sim, podia ter sido muito mais romântico, não foi. Sim, podia ter sido muito mais boémio, não foi. Sim, podia ter sido muito mais descontraído, não foi. Foi familiar, animado, cúmplice, nosso.
Sim, as fotos são minhas. Encontram outras mais profissionais no site do hotel.
Mas o marco do fim de semana foi uma massagem tailandesa de relaxe profundo. Uma verdadeira massagem, com um ritual de chá, lavagem de pés, num ambiente de templo... O maridão ganhou mais uns pontos e ofereceu-me esta experiência única. A Sandja (pelo menos pronuncia-se assim) tem umas mãos divinas e garanto-vos que a minha alma relaxou verdadeiramente e durante aquele tempo acho que quase levitei... Mesmo quando saí de lá parece que estava mais leve, quase que até mais consciente dos cheiros no corredor. Foi fantástico.
Este fim de semana resolvemos ir para fora (ou melhor, o marido resolveu que ou íamos para fora ou ficava sozinho). Agora que a hotelaria já desenferrujou após a semana dos pobres, que as despensas já se abasteceram de produtos novos e os quartos já foram lavados e arejados, a água das piscinas trocada e outras pequenas coisas assim, aqui os novos ricos lá foram passear.
Os dois? Não, que aqui o pessoal já é uma família, e como gente humoristicamente insana, resolveu protagonizar um filme dramático-cómico-terror com uma miúda endiabrada non stop de 1 mês e meio, um terrorista de quase 3 anos, uma trintona à beira de um ataque de nervos e um chefe de família a tentar acalmar os ânimos.
O local da rodagem foi o Suite Alba Resort & SPA, um sitio fantástico, pessoal algarvio simpático, vista paradisiaca, praia da Albandeira ainda selvagem, clima tropical, comida excelente e camas super, super confortáveis. Para familias 5 estrelas.
A viagem teve alguns percalços, a começar pela premonição dos GPS não encontrarem o sitio (como já vem sendo costume) e por comprovar que sou mãe da única bebé que nem no carro dorme.
Deu para apanhar 10m de sol (acumulados em 48h, uma boa média portanto), dar um mergulho na piscina, molhar os pés no mar, refrescar com duas sangrias, ser picada por um insecto alienigena que me deixou um caroço no braço e chegar a casa com umas 5 máquinas para lavar roupa.
Serviu para mudar de ares, fazer birras noutro lugar, não fazer comida e apanhar um sol diferente deste aqui no deserto. O sol do algarve queima sempre mais... gostei. Foi engraçado viajar pela primeira vez a 4. A repetir.
PS - Mesmo após o caso Maddie os estrangeiros ainda continuam a deixar as crianças mais pequenas nos quartos sozinhas e levam os intercomunicadores para o restaurante. Cultura?
Portas de Casa
Portas do Contra
Portas de Mãe
Portas de Mulher
Portas de Pensamentos