Há coisas que parecem simples... mas que quando as tentamos realizar exigem escalar verdadeiras torres de Babel. Conhecermo-nos é uma dessas epopeias. Uma dessas viagens fantásticas, longas e intermináveis. Este blog é uma dessas viagens.
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Terça-feira, 23 de Agosto de 2011
Top 10 dos erros das mulheres
  1. Choro: queridas os homens não suportam ataques de choro em histerias trágicas. Lembrem-se que a imagem esborratada e despenteada de uma gaja aos soluços é simplesmente para fugir. As lágrimas não resolvem nada, não são meios de comunicação, nem tão pouco de chantagem emocional.
  2. Bonequices: os homens não se sentem confortáveis ao lado de uma barbie. Não equacionam beijar ninguém com um gloss peganhento ou batom que os torne palhaços avermelhados. Assustam-se com roupitas ultra engomadas, de fechos e botões escondidos. Mas, arranjadas, sempre. Se é o gajo que é desmazelado demais e o contraste inevitável e insuportável, alegrem-se: já sabem sempre o que lhe oferecer (mas nunca o critiquem!).
  3. Dieta: se não é para comer, não comam com eles. Nada de mais aborrecido do que o constrangimento de comparar o prato calórico e gostoso, regado a bom vinho (para partilhar e não desperdiçar) com a salada insonsa ou peixinho grelhado do prato à nossa frente.
  4. Lingerie complicada: no momento H ou sai ou empata. E ele pedir uma mãozinha é sempre mau sinal…
  5. Transparência: se são daquelas que sem pudor exibem os produtos anti-celulite, depilação e outros cremes estranhos ao mundo masculino pela casa de banho, cuidado! Há coisas, cuja existência eles nem precisam de questionar, quanto mais descobrir in-house.
  6. Casa: a divisão das tarefas é um conceito fantástico: uma utopia. Mulher está  programada na lida da casa. Homem não está. Homem até pode participar e ajudar… Há uma diferença abismal. Não vale a pena discutir por isso. Devagar, devagarinho alguns hábitos vão entrando na rotina…
  7. A galinha da vizinha: sim, o namorado da vizinha oferece-lhe flores, chama-a de amor e até organiza escapadelas românticas. O marido da outra leva os filhos ao parque enquanto ela vai ao cabeleireiro…  Já não vale a pena falar da importância das aparências. O que aqui está em causa, é que por muito boas que nos pareçam as coisas que os outros fazem, o importante é valorizar e demonstrar apreço pelas que o nosso homem faz. Caso contrário, até essas podemos deixar de ter e recordar um dia mais tarde como aquelas de que sentimos mesmo a falta.
  8. Mudez: por muito que pareça o gajo não é bruxo, não tem bola de cristal e os olhos não são o espelho da alma. Ou se fala, ou ninguém sabe, nem adivinha. Nem hoje, nem muito menos amanhã.
  9. Cor de rosises: a vida não é uma novela romântica, não há príncipes encantados, nem heróis de donzelas. Até podiam sonhar com jantares à luz de velas, massagens doces, musiquinhas de fazer bebés e poemas diários. Mas quem está ao vosso lado é um homem de carne e osso e não uma figura mitológica do vosso imaginário infantil/adolescente.
  10. Independência: por muito independentes que sejamos, eles estão programados para a proteção. Até podemos nem precisar, mas convém de vez em quando dar-lhes o protagonismo da defesa e do controlo. Eles não querem mulheres auto sustentáveis, pior que ganhem mais do que eles ou simplesmente não precisem de um co-piloto.

sinto-me: Sabem de mais algum?
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Porta Aberta por claudia às 17:28
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
Cão que ladra não morde

“…models, who in most cities are safely confined to billboards and magazines, but in Manhattan, actually run wild on the streets, turning the city into a virtual Model Country Safari where men can pet the creatures in their natural habitat” - Models and Mortals (1998), Sex & City

 

Tenho alguma pena dos homens. Dos homens que partilham eternamente a vida com uma moçoila desleixadita, daquelas que se foram esquecendo de serem mulheres, invisíveis… mulheres que poderão ser definitivamente mulheres com M grande, fantásticas pessoas, mas nunca mulheres de cativarem olhares ou desejos escondidos.

Tenho alguma pena destes homens quando se afundam com areia a mais para a sua camionetazita… homens que ficam embasbacados, a olhar e, no máximo deixam fugir uns piropos brejeiros sem graça…

Tenho alguma pena quando os imagino sozinhos, já quarentões, de barriga de cerveja, papos nos olhos, rugas e carecas ao cruzarem-se na esquina, na praia, no elevador com uma mulher capa de revista… e a ficarem com um ar tão assustadinho, que mete pena. Sem saberem o que fazer, perdendo a verbalidade e ridículos do alto da sua idade, exporem a sua assustadora incapacidade de reagir perante algo que sonharam e idealizaram toda a vida.

Mas depois chegam a casa e conformam-se com o que o espelho lhe retorna e acham que afinal a senhora que os acompanha está bem para eles, porque ela numa figura tão apagada transmite a segurança que nunca os irá abandonar, nem será alvo de outras atenções competitivas. Que afinal, a outra, seria um sonho, mas uma realidade difícil muito perigosa, especialmente porque ele nunca teria capacidade de a segurar só para ele.

Tenho pena dos homens… destes que têm pena deles próprios, que se auto inferiorizam numa insegurança mascarada de machismo.


sinto-me: Má...? Taditos...
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Porta Aberta por claudia às 17:39
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2010
Top 10 do que gosto num homem

(hoje deu-me para isto, digam lá que já não tinham saudades dos meus top 10?):

 

  1. altura: acima de 1.80m. Não olho para nada mais baixo. Não porque seja alta, mas porque os porta chaves são para pôr no bolso e eu gosto de homens, não de acessórios. Quero inclinar a cabeça para ver uns olhos à altura dos meus sonhos. Como me podem prometer a Lua se não chegam à prateleira dos doces na despensa?
  2. físico: atlético (o que não significa excessivamente musculado). Aquele corpo com a densidade suficiente para agarrar sem me enterrar em gordura ou chocalhar com um esqueleto sem forma que ameaça ruir a uma investida mais forte ou uma parede musculada que não se acomoda às curvas…
  3. perfume: activo, forte e quente. Colónias de bébé são para homens com medo de se afirmar. Gosto de homens que despejam um frasco de perfume por mês e o espalham por todos os poros do ser. Gosto de homens que perfumam uma cama e inebriam a alma. Porque o amor vive de reacções químicas.
  4. voz: forte. Vozinhas-baixinhas-fininhas-vagarosas-calminhas não são vozes com que queira discutir a minha vida e muito menos ouvir sussurradas ao meu ouvido. Também não gosto de sussurros. Gosto de vozes com decibéis adequados ao momento. Quero a banda sonora adequada ao meu filme.
  5. mãos: gigantes e cuidadas. Porque gosto. E não suporto outras.
  6. ego: do tamanho do mundo. Não tenho paciência para inseguranças, carências ou qualquer tipo de outras insuficiências. Quero um homem não um teen. Com certezas. Com afirmações. Com egoísmo. Com a arrogância de quem se acha melhor. Quero o protagonista, não o figurante.
  7. apetite: voraz. Não gosto de homens que comem saladinhas e bebem suminhos de fruta. Gosto de homens que desfrutem de bons vinhos e pratos suculentos. Ataques de comportamentos de passarinho ultra saudável não são para mim. Quero um bon vivant porque a vida é para isso mesmo. Pelo menos a minha. E que me ensinem o mundo da luxúria alimentar.
  8. olhar: directo. Gosto de homens sem subtilezas no olhar. Indiscretos. Sem timidezes ou faces coradinhas. Sem medo de revelar o que desejam. Daqueles com olhares que fazem tremer e não se desviam quando olhados.
  9. cabelo: curto. Nada de carecadas ou cabelos compridos, liso, perfumado e macio.
  10. idade: entre os 35 e 40. Que já se conheça o suficiente para se dar a conhecer. Acima já têm nostalgias (insuportáveis) do muito que já viveram. Abaixo ainda não viveram.

Quero ver os vossos top ten! E sim, lanço-vos um desafio.

 

As outras tretas sobre a personalidade, cultura, profissões e afins ficam para posts sérios.

 

PS – A minha sorte é ter encontrado alguém assim. Bem não é completamente assim. Mas faz um balanço suficientemente equilibrado para se encaixar neste perfil.


sinto-me: Mulher...
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Porta Aberta por claudia às 15:00
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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
Quando for grande quero ser simples... ou, eu e os homens

Nunca gostei de declarações de amor. Nunca gostei de homens demasiado mendigos, melados, daqueles que nos tratam como rainhas e se prostram aos nossos pés. Estranho quando vejo ou me contam sobre pedidos de casamento com homens ajoelhados de caixinha com anel como suborno. O que acontece se ela dissesse que não? O estar perto do chão facilita desaparecer num buraco providencial? Ou rastejar dali para fora? O ajoelhar implica per si uma submissão inadmissível, mesmo que a jóia seja irrecusável. Não gosto de príncipes encantados. De homens que se seduzem com e por um piscar de olhos maquilhados. De homens rendidos. Não suporto mil e uma palavras de amor depois de contactos físicos interessantes. De homens que se anulam na vontade feminina. Talvez por isso, fui deixando de lado os homens que na minha vida se cruzaram enfeitiçados, iludidos sob o manual do romantismo e com amores novelescos doces demais.
Gosto de piratas. Gosto de príncipes guerreiros. Gosto daqueles que se querem conquistados. Dos que gostam de ser seduzidos. Daqueles que resistem num esforço máximo. Dos que se entregam como são sem prestar vassalagem. Dos que nos olham nos olhos como iguais. Dos que olham os nosso defeitos e não gostam deles. Dos que nos querem enfrentar numa corrida de carros. Dos que nos desafiam. Gosto daqueles homens que não se subjugam em troca de mimos maternais ou  dicas de revista. De homens que sabem surpreender. De homens que confiam neles próprios.
Porque gosto de discutir. Porque gosto do jogo da caça. Porque gosto de ficar a pensar e desejar. Porque gosto de resistir. Porque gosto de jogos de poder. Porque gosto de degustar noites. Porque gosto de desembrulhar sentimentos. Porque gosto de escaladas. Porque gosto de barões perversos. Porque me atrai o lado difícil e escuro. Porque não gosto de cor de rosa. Porque gosto de trovoadas. Porque gosto de conquistar. Porque gosto de negociar o não. Porque gosto de olhos com chama em vez de luzes trémulas de velinhas. Porque gosto de poemas de amor escritos pela inspiração da dor, do desejo, do querer; os outros são sonetos insípidos, sem alma.
Tinha de ser assim. Quando for grande quero ser simples.


sinto-me: dormindo na cama que fiz...
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Porta Aberta por claudia às 21:31
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009
A magia do natal I

O natal é das crianças. É daquelas festas que só fazem sentido vividas com a ilusão da inocência.
 

O top ten das razões pelas quais os crescidos adoram esta temporada (5 para as mulheres, 5 para os homens):
 

As mulheres:

  1. Terem de pensar, descobrir e comprar as prendas para toda a gente, desbravar um hiper em fim de semana, gerir o orçamento e chegar a casa a acarretar montes de sacos de compras para terceiros.
  2. Arruinar em 2 dias o esforço de uma dieta de 6 meses e ainda ouvir as bocas foleiras dos membros afanados do clã.
  3. Agradecer com um sorriso as prendas standard, de ocasião, para despachar. Porque ninguém pensou a sério em nós ou achou que simplesmente qualquer coisa serve. Ou melhor, porque poucos são os que nos conhecem de verdade.
  4. Aturar os impropérios obrigatórios daquele ser (ou seres) que existem em todas as famílias, ignorar para o bem de todos as quezílias familiares acumuladas no ano inteiro e sorrir.
  5. Tentar manter a tradição e alegria festiva em prol dos valores futuros das crianças; estar linda, divertida e simpática em todas as festas desde a do emprego até à da família; ser a cozinheira e doceira, a fada do lar; a super mãe que descobre aquele brinquedo, aquela roupa daquela cor impossível que a professora exige para a festa na escola... Suportando todos os pontos anteriores.
     

Os homens:

  1. Aturar o mau-humor (consequência do ponto 1 anterior)
  2. Aturar o mau humor e stress (consequências acumuladas dos pontos 1 e 2 anteriores)
  3. Aturar o mau humor, stress e sarcasmo  (consequências acumuladas dos pontos 1, 2 e 3 anteriores)
  4. Aturar o mau humor, stress, sarcasmo e ira (consequências acumuladas dos pontos 1, 2, 3 e 4 anteriores)
  5. Aturar o mau humor, stress, sarcasmo, ira e depressão (consequências acumuladas de todos os pontos anteriores)

sinto-me: Natalícia

Porta Aberta por claudia às 22:31
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Infidelidade: não. Por amor ou por medo?

Afinal o que nos impõe a fidelidade? Partindo do pressuposto que nos enquadramos numa relação reciproca, estável, completa... o que nos segura ao chão antes de pular a cerca?

 

Não são as convenções sociais. Essas à muito que deixaram de esconder comportamentos "atípicos" ou antes raros publicamente. As relações homossexuais, inter-raciais, os filhos fora do casamento, os divórcios, todos os outrora escândalos sociais foram ventilados quando se levantou o tapete. As traições sempre existiram. Não são as correntes sociais, o medo de cometermos um suicídio social (bem pelo contrário, pois por vezes, em certas comunidades, as infidelidades são quase meios de promoção social).

Não são as relações. Sempre se disse que quem tem um bom bife em casa não procura um hambúrguer lá fora (desculpem a analogia gastronómica, mas a frase não é da minha autoria). Pois mesmo que frequentemos constantemente restaurantes gourmet, às vezes o que apetece é mesmo um McDonald's... Não é a própria relação, os elos que cria que nos prendem.

Não é a possibilidade de rejeição do terceiro. Num jogo em que não temos nada a perder, pois sempre voltamos para a relação que existe, uma recusa pelo novo elemento não nos faria mal ao ego, nem nos levaria a chorar perdidamente. Até poderia constituir uma desculpa esfarrapada para o inconsciente se sentir íntegro: afinal não traiu (só quis), afinal não traiu (só tentou). Não é o medo da rejeição, esse não existe ou encontra-se coberto pela segurança da relação principal.

Não é o esforço a aplicar nessa vida paralela. O tempo só tem 24h, parecem estar sempre lotadas e o cansaço teima em fazer parte do nosso discurso e mente. Mas é sempre a viagem em busca de um objectivo, em alcançar algo, que nos faz correr, o jogo da sedução, a descoberta da novidade, o risco, o medo, são estímulos capazes de elaborar estratégias para esticar o tempo, de compensar o cansaço. Gostamos muito mais do esforço para conquistar, do que muitas vezes da própria conquista, por isso não é pela preguiça que ficamos presos.

O momento. O momento é sempre uma justificação comum, o momento e a inconsciência da bebedeira. Todos temos momentos vulneráveis, em que por vulneráveis leia-se estarmos mais susceptíveis de encarar propostas alternativas por pontos de vista mais liberais... mas os momentos são voláteis, temporários. E ultrapassado o impulso inicial, o momento esvai-se e ficamos de novo com a amarra da racionalidade a guiar as nossas acções voluntárias. Não é o timing, porque se vivêssemos de impulsos, certamente não haveria problemas de excesso populacional no planeta.

A confiança e o respeito do parceiro. Serão estes os méritos que nos fazem ficar dentro da cerca? Qualquer traição (quando conhecida) inflige uma dor desnecessária, mina a confiança depositada, humilha o outro. Não há traições boas, daquelas que salvam relações, daquelas que nos fazem ver em outdoor o que nunca enxergamos indoor. Não acredito nisso. Porque lá está, se a pimenta está fora do prato, significa que o prato continuará sempre insonso... Acredito que se respeitamos e confiamos no nosso parceiro, se criamos a cumplicidade necessária para que também ele nos respeite e confie, temos uma base para tudo o resto. E o não querer criar fendas nesta base significa que queremos que tudo o resto se mantenha no equilíbrio que conseguimos obter.

 

Daqui se conclui que é a cobardia de poder perder a relação. Não é a confiança ou o respeito, porque se o fossem, antes deveríamos equacionar a felicidade do outro. Porque se o fossem, antes deveríamos equacionar o outro primeiro do que nós. E não o fazemos pois não?

 

Isto tudo porque a tentação em forma de homem se sentou à minha frente no comboio a semana passada. E perguntei-me, afinal, porque não? Porque não logo à partida?

 

"A violência que nos fazemos para permanecer fiéis àquilo que amamos, não é melhor que uma infidelidade" La Rochefoucauld, François


sinto-me: Virtuosa

Porta Aberta por claudia às 12:15
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Homo Sapiens Divorciatus

Existe uma espécie em crescimento: o homo sapiens divorciado. Esta criatura tem proliferado despudoradamente no meio ambiente e começa a suscitar alguma curiosidade...
Aqui fica o top ten das razões para preferir o item em segunda mão:

  1. Lessons learned: um homem nesta condição aprendeu a não tomar por garantido o peso contratual do casamento ou o laço sagrado do amor de uma mulher.
  2. Experience: o conta quilómetros já saiu da estrada e explorou a auto-estrada e isso faz toda a diferença (nós mulheres não cultivamos o fetiche da virgindade, bem pelo contrário).
  3. Pet shop boy: após a experiência prévia de um matrimónio hetero o homem já se encontra domesticado, sabe (ou aprendeu à posteriori) um conjunto de conceitos indispensáveis à sobrevivência numa relação.
  4. Woman vs mother: se escolheu em prol da segunda agora anda à procura da primeira.
  5. Chef a la carte: numa primeira fase (mais prolongada que a de qualquer solteiro) este espécime masculino faz questão de dar a provar as suas qualidades no reino da cozinha para demonstrar a sua independência.
  6. Love: após uma certa ausência de ser acarinhado, mimado e motivado o homem sapiens divorciado tem uma apetência extra para providenciar em doses generosas estas necessidades à sua nova companheira.
  7. My girl: o ego e orgulho do adn macho impelem-no em destacar e insuflar toda e qualquer característica da nova escolha. De repente surge uma rainha da moçoila mais saloia.
  8. House hero: este homem já domina os electrodomésticos de casa, incluindo máquinas da roupa, loiça, ferro de engomar e descobriu (entre outras coisas) que a origem do papel higiénico, lençóis lavados, despensa abastecida, roupa arrumada no roupeiro não são mitos urbanos.
  9. Money: o controlo absoluto dos cêntimos na conta não vale a pena sem os desfalques nos sapatos, cosmética, roupa e lingerie de um ser perfumado e extraordinário a dormir ao nosso lado.
  10. Talk: a solidão traz a enorme vantagem de saber dar valor a uma companhia e poder aproveitar qualquer momento para partilhar a vida.

sinto-me: Na selva
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Porta Aberta por claudia às 20:57
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
Top 10 técnicas sadomasoquistas experimentadas ou Como provocar-lhe um esgar de dor instantâneo

Por sadomasoquismo entende-se o prazer que se retira ao infligir dor física ou mental a alguém. Obviamente há correntes limitativas que restringem o conceito de prazer à componente sexual. Existem tantos outros: aqui-se-fazem-aqui-se-pagam, porque-simplesmente-me-apetece, até-nem-foi-de-propósito-mas-teve-piada, etc. (todos com o mesmo índice de imoralidade da componente sexual). E claro que existem vários níveis de dor...

Aqui a je (e agora aplicava-se mesmo o termo marafada, mas tenho medo que uma companheira destas aventuras bloguistas me acuse de plágio), graças ao seu bom feitio e dedicação a estas experiências, resolve hoje partilhar convosco (mais um) top, desta vez:

 

o top ten das técnicas sadomasoquistas experimentadas ou como provocar-lhe um esgar de dor instantâneo (a aplicar somente a elementos do sexo masculino e para níveis baixos de dor - temos de começar devagarinho...):

 

  1. passar com o carro por um buraco, lomba ou passeio ou arriscar uma daquelas manobras a milímetros de distância de outro carro. Garantido: esgar facial contorcido de dor e um grito como prolongamento do sofrimento do veículo...
  2. participar em eventos formais que exijam fato completo e gravata em pleno dia de Verão. Garantido: efeito primário: os olhares que ele coloca nos vestidos de alcinhas, leves e decotados são de pura vontade de trocar de indumentária... efeito secundário: arriscam-se a chegar a casa com um gajo malcheiroso, bem bebido e desfraldado...
  3. avisá-lo que no próximo fim de semana começam as limpezas a fundo da casa. Garantido: efeito primário: o discurso dissuasor do que está assim tão sujo... efeito secundário: conseguir convencer-nos com a promessa de um almoço num restaurante jeitoso e adiar as limpezas para o próximo ano... 
  4. querido, vamos mudar a casa (again)... Garantido: vê-lo a convocar todos os deuses e diabos enquanto arrasta os móveis (again) agora para a outra parede...
  5. ups, desligar "involuntariamente" o quadro eléctrico, a meio de um jogo de computador demasiado prolongado ... Garantido: mas que porra foi essa?! Nota: esta técnica exige ser seguida imediatamente por uma estratégia suficientemente compensatória para evitar uma discussão séria! 
  6. deixá-lo fora do provador de roupa durante o tempo necessário para vestirmos/despirmos/escolhermos várias peças de roupa vistas como idênticas pela parte masculina. Garantido: vai por em dia as mensagens de sms com todos os amigos e nem reparar naquilo que comprámos... Já se o deixarmos entrar no provador... bem não entraria nas técnicas sadomasoquistas, mas noutro tópico...
  7. decifrar o sofrimento escondido, após insistir em pagar a conta daquele jantar especial, no restaurante especial... (só aplicável nos primeiros meses de namoro). Garantido: para a próxima fará um jantar na casa dele com produtos do continente...
  8. propor-lhe um serão ultra romântico, naquela noite em que (obviamente) não sabíamos que afinal dava aquele jogo de futebol tão importante... Garantido: um leve momento de indecisão... vá e se ele merecer festejamos depois do jogo...
  9. para casas com esquentador e apesar de ser cliché... abrir a torneira de água fria durante o duche matinal... sei de quem aplicou esta técnica como uma pequena vingança de uma má noite... para ver se o moço acordava de vez! (não, não fui eu... cá em casa o duche mantém-se sempre quentinho)
  10. e last, but not least... colocar a pergunta fatal: não notas nada de diferente em mim?! Garantido: vê-lo desesperado, rápido e pouco subtil a olhar-nos de alto a baixo, a pensar na roupa, nos sapatos, nos acessórios, na cor do cabelo... esta é lixada se só tivermos cortado dois deditos no cabelo...

E havia muito, muito mais...


sinto-me: Só para partilhar...
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Porta Aberta por claudia às 15:34
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
5 Razões para os homens serem menstruados

Todas as mulheres sabem o real significado daqueles dias do mês. Se para algumas os dias passam tranquilamente apenas com o ligeiro incómodo do intruso vermelho, para outras a semana é uma verdadeira batalha hormonal.

E se fossem eles que tivessem direito a estas emoções mensais?

 

Aqui fica uma petição com 5 razões pelas quais considero que o mundo seria muito melhor se passássemos esta batatinha para o lado deles.

 

5 Razões para os homens serem menstruados

  1. The bigger the better. Dada a anatomia masculina seria de eliminar qualquer elemento interno, pelo que ficariam apenas pelos pensinhos. Inversamente ao nosso caso, em que a procura recai nos extra extra finos, a deles iria certamente recair nos mais volumosos. Seria mais um contributo para o seu ego, a dúvida na mente feminina: será que ele está naqueles dias ou apenas contente por me ver?
  2. Baby, I really can't. A única desculpa válida para não utilizarem um preservativo.
  3. Don't worry. Afinal eles não precisariam de esperar mais uma semana para uma depilação...
  4. Red Dress Code. Eles não usam (com frequência) tangas, roupas interiores mínimas, biquínis e outras peças reduzidas. Tudo seria mais fácil no mundo dos boxers, slips e calções de banho...
  5. Now, I get It. O mundo seria infinitamente melhor, depois deles descodificarem alguns dos mistérios femininos: as mudanças de humor, as idas frequentes à casa de banho, por que raio temos de ir de férias naquela semana e não na anterior, o quão sabe bem e é necessária uma massagenzita no fundo das costas...

Então, assinam a petição (obviamente que quem trabalha para a Trifene e afins não pode assinar)?


sinto-me: Não querem experimentar?...
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Porta Aberta por claudia às 08:23
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Umas encontram o Mr. Big... outras... nem por isso

... Ele tinha um cabelo ruivo, lindo, rebelde. Daqueles cabelos que parecem o mar, com ondas onde os dedos gostam de nadar. O cabelo dele cheirava sempre tão bem, um odor que ela nunca soube decifrar, mesmo que usasse o mesmo champô... Ele teve de viajar e apareceu 1 mês depois com o cabelo rapado... Ela quase chorou... Ele virou-lhe as costas e ela viu, na sua cabeça calva, tatuado...

Sei que te vou amar para sempre... Queres casar comigo?

Naquele dia, na cerimónia, não ouve uma única rapariga que não suspirasse quando ele ajoelhado e de costas disse o sim. Parece que a tatuagem reluzia com as luzes das velas no altar da igreja. E quando ele dançava na pista, parece que as letras acompanhavam a música...


sinto-me: Também quero...
música: Pedro Abrunhosa - É díficil

Porta Aberta por claudia às 09:31
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