Há coisas que parecem simples... mas que quando as tentamos realizar exigem escalar verdadeiras torres de Babel. Conhecermo-nos é uma dessas epopeias. Uma dessas viagens fantásticas, longas e intermináveis. Este blog é uma dessas viagens.
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
Parvos que são

Fala-se por aí de uma canção de intervenção, de um grupo Deolinda, do fantástico, da identificação e do apelo à revolução de uma geração de parvos, que afinal acham que não o são.

Em primeiro lugar o pessoal deve estar um bocadinho equivocado, sem memória, conhecimento e muito parvo se chamam às quadras em questão uma música de intervenção. Colocar ao nível de um Zeca Afonso, António Variações, Sérgio Godinho, Fausto, Xutos, uns Deolinda é de uma parvoíce desconcertante.

Esta é a geração dos parvos.

Dos que aos 30 não se sustentam e continuam a explorar os pais. Dos que com filhos os despacham para os avós e para as actividades extra curriculares para singrarem nas suas carreiras de doutores e engenheiros de nada ou para dormirem e descansarem ao fim de semana e nas férias. Esta é a geração dos parvos que vive em condomínios de luxo, tem carro próprio novo, telemóvel de última geração, passa as horas vagas e produtivas na internet e nas quintas do FB. Esta é a geração dos parvos que descobriu as viagens de luxo ao estrangeiro, os hotéis mais in, as roupas e acessórios de marca, as estâncias da neve e os resorts tropicais, as viagens culturais a Nova Iorque, Praga e afins. Esta é a geraçao de parvos do visa. Esta é a geração de parvos que frequenta os restaurantes e conhece os vinhos, mas não sabe cozinhar sem Bimby. É a geração da fast food, do gourmet a la Corte Inglés, do sushi europeu, da dieta multinacional.

É a geração de parvos cujos pais saíram das aldeias, lutaram, trabalharam e sacrificaram-se para lhes proporcionar um canudo, porque acreditavam que só como doutores poderiam fugir à escravidão que viveram para lhes dar melhores condições de vida. Esta é a geração de parvos protegidos pelos pais até criarem asas que depois por comodismo e preguiça não usam. É a geração dos parvos que só com cunhas dos pais e amigos dos pais arranjam trabalho.

É a geração das parvas que acham que são as barbies com que brincaram. É a geração dos parvos que não conseguiram a maturidade e a força dos homens que os criaram. É a geração dos parvos que se divorciam porque mulheres e homens insistem em ser Peter Pans eternos.

Esta é a geração de parvos que abandonou as telenovelas brasileiras e abraçou os reality shows, os ídolos e as telenovelas americanas (séries). É a geração de parvos que cresceu a ver o sonho americano e nada fez para sair ou gerar algo no pântano nacional. É a geração de parvos que recebeu tudo, que tem tudo e não percebe nada de nada.

Esta é a geração de parvos que elabora teorias rebuscadas, críticas anónimas e de café a governos e leis, argumentos de retórica. A geração de parvos que criticam a parvoíce em tertúlias de parvos mais ou menos mediáticas. Mas que não agem, não lutam, não mudam nada.

Esta é a geração de parvos que entoa como hino nacional (será que conhece o hino) uma música de parvos para parvos.


sinto-me: Tenho 32 anos

Porta Aberta por claudia às 11:03
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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010
Use Your Illusion...Now?!

Tentei adiar este post, prolongar-lhe a presença nos rascunhos, até que já não fizesse sentido e o pudesse eliminar tranquilamente. Porque soa demasiado a saudosismo. No entanto, mais do que nunca, a mensagem principal está para ficar e a cada dia é mais evidente.

 

Com o concerto dos Guns a semana passada confirmou-se, sem sombra de dúvida, a era actual: uma época sem aura, sem mística, sem espírito. Não fui, porque preferi confirmar à distância aquilo que me iria doer presencialmente: a queda da juventude, ou pelo menos, dos mitos que vivi na juventude.

Não foi só o ídolo, que já não existia há muito (sim, eu era uma daquelas teen amacacadas com gritos estridentes aos calções justos e ao cabelo comprido oleoso com a fita americana…). Foi o fim da era. Foi o fechar com estrondo a porta de uma fase da vida.

Sem sonhos da juventude. Sem hormonas disparadas. Sem inconsciência. Sem responsabilidade. Foi o dizer adeus à filosofia das letras escritas em climas (diziam eles) de drogas e que (talvez por isso) transportavam músicas eternas. Aquele espírito teen de viver a vida, entre escolas, flirts, tragédias romanas, telefonemas infindáveis, confidências, experiências. Entre as borbulhas na cara, os ténis all star, as calças levi’s deslavadas, os soutiens ainda de almofadas, a loucura dos olhares.

Ver a decadência do actual Guns e o saudosismo revivalista dos temas originais (pelo que os que foram comentaram), é saber que houve uma essência que um dia marcou vários anos das nossas vidas que se esfumou. Músicas que imprimiram magia grunge e rock aos momentos mágicos de sonhos sem que soubéssemos bem as reais consequências de os concretizarmos.

Foi a ilusão. Estamos na fase da realidade. A minha geração vive agora o confronto dos 30s. Já lá foram os anos da adolescência, passámos pelas expectativas e lutas nos 20s, e agora, sabemos o que queremos, o que queríamos e o que… temos.

A nível musical olho para o actual panorama musical e não consigo sentir aquela mística que só os solos do Slash e a voz do Axl imprimiam. Sem Guns, sem Metallica, sem Doors, sem Nirvana, Aerosmith, Pearl Jam ou até um Bon Jovi. Tudo o que se ouve não faz parar, faz dançar. Só se  ouvem e vêm miudezas quase nuas com coreografias pimbalhadas.

Mexer, sem pensar. Efémero. Sem tocar na alma. Sem persistir. Sem simbologias.

No global, a vida está demasiado diferente. Os dias e as expectativas que tínhamos deles também. Agora há tanta coisa que mudou, outras tantas que deixaram de fazer sentido. E há coisas que mais vale ficarem fechadas, no baú das ilusões e das imagens do passado. Nunca voltarem, porque um fantasma é mesmo uma assombração, um espectro feio do que um dia foi e ainda se idealiza belo.

Porque quer na música, quer na vida, o que mais dói é ver cair as expectativas, os sonhos. E ver despontar frustrações…

Mexer, sem pensar. Efémero. Sem tocar na alma. Sem persistir. Sem simbologias.


sinto-me: A crescer
música: Right Next Door to Hell

Porta Aberta por claudia às 16:37
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
À la twitter 2

Onde raios se esconde a pimbalhada toda que invade Portugal no Verão? Digam-me para no próximo Inverno ir trancar a porta... Isto é só festas populares com artistas de qualidade...

 

PS 1 - Ainda me converto ao twitter....

 

PS 2 - Já venho escrever um post (digno do nome)...


sinto-me: + Voz + Música + Roupa

Porta Aberta por claudia às 11:26
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
Música da semana (banda sonora do post anterior)

Outro Lugar, Salomé de Bahía

 

 

Fugir pra bem longe e outro lugar
Sempre é pensar
De evitar de esquecer
Fugir pra bem longe e te levar
Sempre é pensar
Sempre é deixar de enlouquecer
Tem o nome e tem o som
Muita alegria
Tem o riso e tem a luz
De um tempo bom
Na voz uma verdade
Eu foria
Tenho um coraçao
O ar puro da ilusao
Fugir pra bem longe e outro lugar
Sempre é pensar
De evitar de esquecer
Fugir pra bem longe e te levar
Sempre é pensar
Sempre é deixar de enlouquecer
Tem o nome e tem o som
Muita alegria


sinto-me: Nós por cá (com música)
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Porta Aberta por claudia às 14:13
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
É para Ver ou Ouvir? Ah... para vender!

É impressão minha ou os videoclips parecem-se cada vez mais com as montras nocturnas de Amesterdão? Será que os efeitos vocais trabalhados e falsificados contaminam os corpos, as posturas, as danças? Efectivamente eu compreendo que a qualidade das letras e melodias exige algo mais para prender a atenção... Claro que videoclips interessantes (isto é, bem montados, com alguma correspondência à mensagem da música) dão muito trabalho, é sempre mais fácil coreografar umas gajas semi nuas a esparramar as silicones e photoshops pelos olhos a dentro. Esta indústria vive uma verdadeira crise: de qualidade! Longe de puritanismos, mas já estou mesmo farta de ligar a MTV e confirmar se não me enganei e sintonizei a Playboy... Estas músicas comerciais, intérpretes e comitivas parecem uma grande pimbalhada erótica e muito, muito vulgar.

Eu até gosto de música. Mas o que vende são mesmo estas girls bands e boys bands, estas encenações cosméticas, estas seduções com um background musical e que por vezes até consegue entrar no ouvido... 

Devo estar mesmo a ficar velhota... Não consigo mesmo gostar disto, acho esta treta ridícula, sexista, desnecessária e vazia. É este o retrato com que a nova geração se identifica?

Eu não sei cantar, nem dançar. Mas acredito que se quisesse bastava arranjar um bom agente, fazer umas operaçõezitas estéticas, confraternizar com as pessoas certas e voilá: vestir-me à prostituta rasca (que as de luxo vestem-se melhor que eu), pintada à actriz porno e abanar-me... Abria e fechava a boca e depois alguém fazia um mix jeitoso por detrás. Sucesso instantâneo.

Depois há um outro género - desculpem-me os amantes - dos "rappers dos gangs da rua"... Please... Djs e dammas, vão lá cantar nos bairritos e ruelas, favelas e outros locais de elite... não me invadam a televisão paga! Até assusta: as letras e as fronhas deste pessoal! Uma buraka negra... literalmente. Ou então os negritos metrosexuais lamechas com as negritas de cabelo esticado, já enjoa!

Retornem mentes queimadas pelas drogas, bandas desmanteladas pelos excessos, geração rasca do sexo, drogas e rock... estão perdoados! Voltem!


sinto-me: Reprovados!
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Porta Aberta por claudia às 17:17
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Terça-feira, 31 de Março de 2009
The Archies - Sugar Sugar

Alguém ainda se lembra?

 

 

 


sinto-me: Ambrósio... apetecia-me algo
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Porta Aberta por claudia às 11:19
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
A música da chuva

Não é apenas a Lua que nos condiciona e controla. A chuva também...

 

Pedro Abrunhosa - Eu Não Sei Quem Te Perdeu

 

 

Jorge Palma - Encosta-te a Mim

 

 

Paulo Gonzo - Falamos Depois

 


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Porta Aberta por claudia às 12:26
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008
A obra prima da década

Palavras para quê?

 

Ouçam.

 

 

http://www.myspace.com/gunsnroses

 


sinto-me:
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Porta Aberta por claudia às 13:58
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Mudar de Vida (1)

Humanos - Muda de Vida

 

 

Muda de vida
Se tu não viveres satisfeito
Muda de vida
Estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida
Não deves viver contrafeito
Muda de vida
Se há vida em ti e outro jeito

Ver-te a sorrir, eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens
Que ser assim

Muda de vida
Se tu não vives satisfeito
Muda de vida
Estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida
Não deves viver contrafeito
Muda de vida
Se há vida em ti a latejar

Ver-te a sorrir, eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens
Que ser assim

Olha que a vida não,
Não é nem deve ser
Como um castigo que
Tu terás que viver

Olha que a vida não,
Não é nem deve ser
Como um castigo que
Tu terás que viver

Muda de vida
Se tu não vives satisfeito
Muda de vida
Estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida
Não deves viver contrafeito
Muda de vida
Se há vida em ti a latejar

 

O vídeo não é nada de especial, mas a música faz realçar a letra (já antiga) e nos tempos que correm é mesmo o que apetece. E se for já agora?


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música: Humanos: Muda de Vida
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Porta Aberta por claudia às 14:41
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
We All Stand Together

Finalmente encontrei! Depois de uma exaustiva pesquisa pela lixeira da net encontrei um dos meus tesouros preciosos...

 

Adoro, simplesmente adoro.

 

 

 

Paul McCartney : We All Stand Together

 

Win or lose, sink or swim
One thing is certain well never give in
Side by side, hand in hand
We all stand together
Play the game, fight the fight
But whats the point on a beautiful night?
Arm in arm, hand in hand
We all stand together
La-
Keeping us warm in the night
La la la la
Walk in the night
Youll get it right
Repeat
Win or lose, sink or swim
One thing is certain well never give in
Side by side, hand in hand
We all stand together

 

Saudosismo, no seu estado puro.


sinto-me:
música: Paul McCartney: We All Stand Together
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Porta Aberta por claudia às 10:54
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