Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
A Política é como o Sexo... (Top 10)
Top 10 dos pontos comuns entre política e sexo:
- Sondagens: o pessoal adora inflamar quando fala sobre sexo. A crer nos estudos todos têm orgasmos cada vez que fazem sexo, fazem sexo sempre mais do que uma vez por noite, em média 4 vezes por semana e conhecem o prazer do parceiro como os dedos das mãos. Em política é o mesmo: os discursos inflamados, caras sérias em palavras de loucos, argumentos gastos, gestos teatrais, estatísticas personalizadas e um espectáculo para fazer boa figura.
- Sedução: tal como o sexo desperta da imagem criada e projectada, o sucesso do político surge do marketing pessoal também. Tal como se escolhe uma lingerie e ambiente, também o político dedica cuidados especiais antes de qualquer performance programada. E durante a campanha. E durante o confronto popular.
- Performance: fundamental para o sucesso sexual e político. O ponto de partida preliminar despoleta uma corrente que termina em apoteose. Um congresso político é como um acto sexual: juntam-se as partes interessadas e com expectativas mútuas no mesmo espaço, uma música para estimular o ambiente, uma conversa animada, muita promessa, muita aproximação e no fim… aplaude-se, grita-se, pula-se de emoção… e até se abanam bandeirinhas!
- Fetiche: o sexo tem tantas variantes quanto a imaginação e desejo de cada um. A política também: à direita, à esquerda, ao centro e umas variantes esquisitas. Há ideologias para todos os sectores da massa eleitoral.
- Gaffes: há tantas situações embaraçosas no sexo como gaffes na política. Ambas são normalmente aproveitadas e transformadas num carrossel de piadas e sketches humoristas. O truque em ambas as situações é dar a volta com humor e tentar de novo…
- The one: independentemente do número de parceiros sexuais ou de personalidades políticas há sempre o the one. Aquela criatura que consegue acertar no centro das emoções, aquela que não se esquece, aquela a quem nos agarramos (literalmente). Tal qual a política, o the one depende das épocas e é o político de que todos falam, que aparece em tudo o que é media, que se destaca, pelas boas ou más razões.
- Libertação: o sexo liberta e dizem que até relaxa. A política também: liberta-nos de pensar nas soluções dos problemas nacionais e permite-nos relaxar no papel passivo dos críticos e comentadores.
- O vale tudo: no sexo como na política, vale tudo para atingir o resultado. No momento da verdade que se lixe a moral, a ética e bons costumes, que se lixe o que realmente aconteceu no dia ou acontecerá no dia (ou anos) seguinte(s), que se lixe a vergonha…
- Prevenção: contra surpresas inesperadas, tal como no sexo são cruciais as medidas preventivas na política. Reunir uma equipa de trabalho de confiança, garantir os apoios necessários, barreiras contra fugas de informação estratégica, espionagem…
- Porta-fechada: por muita especulação que se faça, sexo é entre duas pessoas com a privacidade necessária ao desenvolvimento da intimidade. E em política é o mesmo, é atrás da camada exterior, no interior dos gabinetes fora de horas, nos telefonemas e almoços privados, no escuro dos bastidores… que se geram as estratégias e as linhas orientadoras com que se desenvolve a política.
sinto-me: 
Votam nisto?
Segunda-feira, 18 de Abril de 2011
Eu gosto é do Verão...
Nunca vivi fora de Portugal. Provavelmente é um dos meus handicaps. Nunca senti verdadeiramente a necessidade de mudar, viver e trabalhar noutro país. Não porque ache que aqui é o melhor, nem tão pouco que lá fora é que é mesmo bom. Aliás sou céptica à poesia das personagens iluminadas que proclamam que lá fora é muito melhor que aqui, mas que inevitavelmente regressam ou querem regressar mais tarde (acho que perdem toda a credibilidade em voltar para algo manifestamente pior do que apregoam…).
Não sendo nacionalista, reconheço que temos coisas muito boas (como qualquer país) que fazem parte da nossa identidade colectiva. Gastronomia, futebol, fado, paisagem… teria muito a dizer sobre cada uma destas coisas, que acho que estão em manifesto declínio, embora fique para um outro dia.
Hoje o que me chama a atenção é mesmo a burrice, a teimosia e mesquinhice rural e a capacidade de inventar sketches humorísticos.
Não interessa se estamos em bancarrota, não interessa se não há classe política que lidere o país, não interessa se o crédito e as dívidas se acumulam, se o espectro do desemprego e da dificuldade económica se alastre e agrave.
O que interessa é poder continuar a tomar o pequeno almoço no café, o que interessa é fazer uns sketches sobre a chegada do FMI, sobre a imagem do Sócrates, sobre a última gaffe política ou futebolística, vestir a pele do cão a rir, é fazer do telejornal a primeira novela do rol das que ocupam o horário nobre da cultura televisiva, é ir de férias de Páscoa para a terra, ou para fora, especialmente Cabo Verde que é mais barato ou para o Algarve para casa de um primo com o novo iPad.
Afinal de que vale viver sempre a pensar nesta crise ou a chatearmo-nos com isto? Afinal isto até já chateia, sempre a mesma coisa. Alguém há-de pensar, alguém há-de subsidiar e nós entretanto vamos ali à praia, beber uma cervejinha… afinal somos um povo tão amável que haveremos de pedir ali um favorzinho, acompanhado com um bom vinho e um docinho de ovos.
Ou não. Medidas austeras, PECs e FMI hão-de ser sempre apenas o penso de emergência para a ferida. A doença continua. Interna. E agora esta chuva que veio estragar os cafés na esplanada, as idas à praia dos desempregados e dos gazetas? Bolas, logo agora nas férias…
sinto-me: 
É humano ou apenas português?
Quinta-feira, 24 de Março de 2011
Top ten das coisas que mais me frustram e irritam sobre esta matéria (crise política)
Ontem, hoje e nossos próximos tempos vai-se falar da crise política, da demissão do PM, da corrida às eleições, do FMI e do impacto na crise social e económica do povo. Este não é um blog político e (infelizmente) não tenho suficiente conhecimento histórico e actual ou interesse para me debruçar sobre o tema.
Top ten das coisas que mais me frustram e irritam sobre esta matéria
- Cobardia – De um lado está uma massa ao tiro ao alvo. É tão fácil este anonimato no meio do povão… Do outro lado estão aqueles que têm medo de agir, agitar, provocar e enfrentar.
- Ignorância – Será que alguém sabe realmente o que se passa? As causas, a problemática, as precedências, as alternativas, as estratégias, as soluções, os cálculos atrás dos números, das previsões?
- Linchamento – Para que todos estejamos de consciência tranquila temos de eleger o lobo mau e culpá-lo da desertificação da floresta encantada, de tentar comer os porquinhos, a avó e a capuchinho. Somos todos lenhadores, sem machado, só com dedos apontadores. Já repararam que quando se aponta um dedo, os outros três ficam virados para nós próprios?
- Falatório – Já podemos encher as mesas dos cafés e a conversa nas tabernas, teremos tema de conversa para mais uma cerveja a acompanhar a travessa dos caracóis. Vamos todos ser promovidos a comentadores políticos em part-time, a par das restantes especializações de faringe.
- Vitimização – Vamos cantar o fado! Agora coitadinhos de todos nós, povinho produtivo, empreendedor, activo e cheio de força. Coitadinhos que seremos mais uma vez as vítimas enrascadas da conspiração da economia, dos mercados, dos capitalistas, dos patrões. Coitadinhos de nós que ninguém quer saber de nós, só nos exploram, e ai, ai, ai,…
- Passividade – Vamos assistir à tv, depois do jantar, quiçá passear na avenida da liberdade, e ver os outros, aqueles na guerra do poder, a lutarem pelo seu lugar ao sol. Quem fica na bancada, bate palmas, eventualmente assobia se não gosta, mas os actores são quem está no palco.
- Futilidade – Mais um tema, entre tantos os outros. No meio da preocupação real do dia a dia não terá certamente um lugar de destaque. Porque as contas chegam ao final do mês, porque há responsabilidades no trabalho ou pela ausência dele, porque há que viver com o que se tem, da melhor forma possível, porque há sorrisos inocentes a garantir, porque há o amor. E vêm aí as férias da Páscoa e do Verão.
- Visão – Ninguém sabe como será o futuro e ninguém anuncia qualquer visão de futuro para um país moribundo. Ninguém anuncia o sonho e a escada para subir à Lua. Todos dizer ter (apenas) uma pá para sair dum buraco.
- Impacto – Afinal o que se irá sentir no dia a dia após tanta crise anunciada? E depois do arauto? Qual o efeito da onda na praia?
- Media – E lá se segue uma telenovela, furos jornalísticos, umas reportagens engraçadas e outras nulidades. Não acredito que se vendam grandes revistas ou jornais. O pessoal gosta é dos escândalos gratuitos.
sinto-me: 
Again, again, again
Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010
Cansaço do Sebastianismo
Cansam-me as dezenas de emails indignados com listas de boas remunerações em tempo de crise. Cansam-me os cartoons da relação injustiçada entre o Zé povinho e o governo. Cansam-me as piaditas com o Sócrates, o diabo e outras personagens. Cansam-me os vídeos super inteligentes com um historial que não resiste às incoerências temporais.
Não que seja do PS, nem simpatizante do mesmo. Mesmo nutrindo um sentimento abominável pelas políticas e personagem do senhor engenheiro(? ) que lidera o (des)governo deste país. Não que participe de algum movimento político.
Mas este sentimento de vitimização, de crise, de tragédia fadista, de pobrezinhos labregos versus os monstregos políticos empresários e capitalistas, cansa-me. A mesma lenga lenga. Sempre o mesmo queixume. Na hora do café, na paragem do transporte público, no dialecto do taxista, no slogan do jornal, na conversa do corredor, no email. Fala-se da crise, como quem fala do tempo. Por falar.
E ai, ai, ai…
Mas o que mudam? O que propõem? O que fazem? No que pensam?
O problema é que se gosta de fado, mas não se sabe tocar guitarra, nem tão pouco montar um palco. O problema é que se fala, se critica, se denuncia… mas depois, depois, depois o quê? Não há depois. Espera-se, espera-se… e queixa-se, queixa-se.
sinto-me: 
Blá, blá, blá
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Aos senhores políticos feirantes
O tema não é original. A crítica muito menos. Na verdade é daqueles temas que enjoam. Não, não estou com saudosismos patetas dos primeiros meses de gravidez: falo dos abraços dos políticos nas suas idas às feiras, nos seus beijinhos às feirantes e aos bebés chorões. Enjoa, enjoa. Até enoja (e basta um trocadilho de letras no teclado):
A não ser que andem a avaliar o mercado do comércio para mudar de profissão (o que não me parece, embora fosse uma experiência interessante), senhores políticos que fazem campanha a:
- pavonearem-se como ídolos ou superstars num ambiente que não é o vosso, com a comitiva empertigada e sorridente atrás (só devem mesmo ir à feira nestas alturas das campanhas, todos devem ter empregadas que lhes abastecem a despensa e quanto muito lá compram um presuntito ali no el corte inglés) e os "guarda costas" a afastar os "idealistas de outra teoria";
- abraçarem-se ao suor de quem trabalha, voçês que nesses dias arregaçam as mangas e guardam a gravata no carro do governo. Nos outros dias do ano ignoram quem trabalha, fogem dos feirantes, ciganos, peixeiras e afins que gostam de dizer as verdades tão a cru, que ao contrário do sushi vos provoca indisgestão;
- beijocar a torto e a direito quem não conheçem e os filhos dos outros que por ali andam. Se uma feirante - noutro dia qualquer - vos osculasse seria bem recebida? Provavelmente estariamos a falar quase de assédio sexual... E ai que se aproximem dos meus filhos... nunca se sabe que veneno destilaram no discurso anterior e com as vossas viagens e esta gripe suína...
Será que não percebem que os panfletos que distribuem ficam ali pelo chão? E ainda por cima quem paga a limpeza dos mesmos são os eleitores? Acham mesmo que estas campanhas de rua convençem alguém a votar em a ou b? Para além do rebuliço que provocam qual a mensagem que transmitem? Gostam de dizer que vêm contactar em directo com as pessoas, ouvir e descer do pedestal? Mas do que falam e o que ouvem? Para além dos cumprimentos de circunstância para a comunicação social convocada pouco mais contacto existe. E pouco devem ouvir... Já que são cegos, surdos e mudos a todos os apelos formais e oficiais que vos fazem se não estiverem em campanha...
Senhores políticos venham à televisão, vão à rádio, à internet e expliquem de uma vez por todas o que defendem, o que se propõem a fazer e como e acima de tudo porque é que deveriam ser eleitos. Expliquem, debatam, demonstrem...Não vamos lá com beijos e abraços de amigos inventados, não nos convençem com sorrisinhos hipócritas de ocasião. Não sujem tudo com os vossos outdoors, cartazes, panfletos...Deiam uma razão válida para votar... de preferência nas vossas cores partidárias.
sinto-me: 
Dê cá um abraço... Irritada!
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Uma frase vale mais que mil discursos
Encontrei agora esta frase e decidi que tinha que a evidenciar, espalhar e fazer-se ouvir:
SE A LIBERDADE SIGNIFICA ALGUMA COISA, SERÁ SOBRETUDO O DIREITO DE DIZER ÀS OUTRAS PESSOAS O QUE ELAS NÃO QUEREM OUVIR.
George Orwell
sinto-me: 
Toma lá... tu sabes quem és!
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Vou ver a novela da TVI
Já que estamos na onda das revelações a única novela a que assisti foi a História de Amor.
Não, não estou numa fase de masoquismo público! Quero apenas comunicar que a partir de hoje vou ficar "grudada" na melhor novela portuguesa TVI!
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1208896
Mais uma pérola da política nacional!
sinto-me: 
Esta não perco!
Sábado, 24 de Janeiro de 2009
Engenheiro Areias
sinto-me:
Produzido por Cláudia Roberto © 2009 - Todos os direitos reservados