Há coisas que parecem simples... mas que quando as tentamos realizar exigem escalar verdadeiras torres de Babel. Conhecermo-nos é uma dessas epopeias. Uma dessas viagens fantásticas, longas e intermináveis. Este blog é uma dessas viagens.
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
A Política é como o Sexo... (Top 10)

Top 10 dos pontos comuns entre política e sexo: 

  1. Sondagens: o pessoal adora inflamar quando fala sobre sexo. A crer nos estudos todos têm orgasmos cada vez que fazem sexo, fazem sexo sempre mais do que uma vez por noite, em média 4 vezes por semana e conhecem o prazer do parceiro como os dedos das mãos. Em política é o mesmo: os discursos inflamados, caras sérias em palavras de loucos, argumentos gastos, gestos teatrais, estatísticas personalizadas e um espectáculo para fazer boa figura.
  2. Sedução: tal como o sexo desperta da imagem criada e projectada, o sucesso do político surge do marketing pessoal também. Tal como se escolhe uma lingerie e ambiente, também o político dedica cuidados especiais antes de qualquer performance programada. E durante a campanha. E durante o confronto popular.
  3. Performance: fundamental para o sucesso sexual e político. O ponto de partida preliminar despoleta uma corrente que termina em apoteose. Um congresso político é como um acto sexual: juntam-se as partes interessadas e com expectativas mútuas no mesmo espaço, uma música para estimular o ambiente, uma conversa animada, muita promessa, muita aproximação e no fim… aplaude-se, grita-se, pula-se de emoção… e até se abanam bandeirinhas!
  4. Fetiche: o sexo tem tantas variantes quanto a imaginação e desejo de cada um. A política também: à direita, à esquerda, ao centro e umas variantes esquisitas. Há ideologias para todos os sectores da massa eleitoral.
  5. Gaffes: há tantas situações embaraçosas no sexo como gaffes na política. Ambas são normalmente aproveitadas e transformadas num carrossel de piadas e sketches humoristas. O truque em ambas as situações é dar a volta com humor e tentar de novo…
  6. The one: independentemente do número de parceiros sexuais ou de personalidades políticas há sempre o the one. Aquela criatura que consegue acertar no centro das emoções, aquela que não se esquece, aquela a quem nos agarramos (literalmente). Tal qual a política, o the one depende das épocas e é o político de que todos falam, que aparece em tudo o que é media, que se destaca, pelas boas ou más razões.
  7. Libertação: o sexo liberta e dizem que até relaxa. A política também: liberta-nos de pensar nas soluções dos problemas nacionais e permite-nos relaxar no papel passivo dos críticos e comentadores.
  8. O vale tudo: no sexo como na política, vale tudo para atingir o resultado. No momento da verdade que se lixe a moral, a ética e bons costumes, que se lixe o que realmente aconteceu no dia ou acontecerá no dia (ou anos) seguinte(s), que se lixe a vergonha…
  9. Prevenção: contra surpresas inesperadas, tal como no sexo são cruciais as medidas preventivas na política. Reunir uma equipa de trabalho de confiança, garantir os apoios necessários, barreiras contra fugas de informação estratégica, espionagem…
  10. Porta-fechada: por muita especulação que se faça, sexo é entre duas pessoas com a privacidade necessária ao desenvolvimento da intimidade. E em política é o mesmo, é atrás da camada exterior, no interior dos gabinetes fora de horas, nos telefonemas e almoços privados, no escuro dos bastidores… que se geram as estratégias e as linhas orientadoras com que se desenvolve a política.

sinto-me: Votam nisto?
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Porta Aberta por claudia às 14:49
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Terça-feira, 22 de Março de 2011
Sexo... Nice to Have or Must Have

O sexo faz necessariamente parte de uma relação?

Não sendo necessário que duas pessoas se gostem entre si para ter sexo, não sendo necessária uma relação para que duas pessoas tenham sexo, será que o contrário é necessário… é necessário sexo numa relação?

O sexo surge nos primórdios como instinto de sobrevivência da espécie, de simples procriação no reino animal. Em sociedade evolui-se para o conceito de garantir descendência ao património. Actualmente, em sociedade ocidental o papel do sexo é maioritariamente de ferramenta de auto-estima. A descendência controla-se e evita-se em 99% dos casos, sendo o objectivo sexual uma contribuição para a nossa felicidade. E o sexo liga-se directamente ao prazer físico, um canal directo na nossa capacidade para nos sentirmos bem.

Associar o sexo ao prazer emocional ou pior acreditar na pretensão que pelo sexo solidificamos um amor ou temos provas de amor é um daqueles mitos sociais que engrossam as estatísticas das adolescentes grávidas, mães involuntariamente solteiras e quarentonas frustradas… O sexo está ligado à atracção física, ao desejo de prazer, ao nosso bem estar, até porque o corpo tem de lidar com um conjunto de hormonas e outros mecanismos internos aliados a esta coisa básica.

Aliás ter sexo com alguém de quem gostamos é um comodismo social proporcionado pela monogamia. É mais fácil, está à mão, é socialmente aceite e até pode fortalecer a relação (se o sexo for bom, cuidado com o impacto de mau sexo numa relação). Porque ter sexo é sermos aceites e desejados por outrem. É o fogo que alimenta a nossa auto estima, o gostarmos de nós. E aí o sexo tem um papel activo.

Mas não é o único factor. Nem para nós, nem para uma relação.

Numa relação desejamos o outro por amor? Ou simplesmente porque aquele físico nos atrai? E está mesmo ali?

E legitimo inventar problemas se esse físico deixar de nos atrair? Ou simplesmente se o parceiro ou nós não formos grande coisa na cama? A relação tem problemas? Ou haverá mais problemas se virmos o sexo como (mais) uma obrigação na relação?

O sexo não implica amor. E o amor não implica necessariamente sexo.

Obvio que o sexo (quando bom) fortalece a relação, porque simplesmente contribui para que ambos criem laços de intimidade e cumplicidade inatingíveis de outra forma, contribui para aquelas ligações invisíveis no casal.

Claro que é estranho dizermos que o sexo não é necessário numa relação. Mas é o mesmo que dizermos que é estranho um casal, sê-lo enquanto casal, porque necessariamente se atrai física e mutuamente. Por isso das duas uma: ou nos juntamos porque nos atraímos fisicamente (e lá se vai o romantismo do amor) ou estamos juntos por um conjunto de outras razões, das quais o sexo não necessariamente faz parte.

Se o sexo é um indicador do tipo de relação? Talvez. Define uma relação? Não. Faz parte de uma relação? Não sei.


sinto-me: Só para complicar
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Porta Aberta por claudia às 17:34
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2010
Top 10 do que gosto num homem

(hoje deu-me para isto, digam lá que já não tinham saudades dos meus top 10?):

 

  1. altura: acima de 1.80m. Não olho para nada mais baixo. Não porque seja alta, mas porque os porta chaves são para pôr no bolso e eu gosto de homens, não de acessórios. Quero inclinar a cabeça para ver uns olhos à altura dos meus sonhos. Como me podem prometer a Lua se não chegam à prateleira dos doces na despensa?
  2. físico: atlético (o que não significa excessivamente musculado). Aquele corpo com a densidade suficiente para agarrar sem me enterrar em gordura ou chocalhar com um esqueleto sem forma que ameaça ruir a uma investida mais forte ou uma parede musculada que não se acomoda às curvas…
  3. perfume: activo, forte e quente. Colónias de bébé são para homens com medo de se afirmar. Gosto de homens que despejam um frasco de perfume por mês e o espalham por todos os poros do ser. Gosto de homens que perfumam uma cama e inebriam a alma. Porque o amor vive de reacções químicas.
  4. voz: forte. Vozinhas-baixinhas-fininhas-vagarosas-calminhas não são vozes com que queira discutir a minha vida e muito menos ouvir sussurradas ao meu ouvido. Também não gosto de sussurros. Gosto de vozes com decibéis adequados ao momento. Quero a banda sonora adequada ao meu filme.
  5. mãos: gigantes e cuidadas. Porque gosto. E não suporto outras.
  6. ego: do tamanho do mundo. Não tenho paciência para inseguranças, carências ou qualquer tipo de outras insuficiências. Quero um homem não um teen. Com certezas. Com afirmações. Com egoísmo. Com a arrogância de quem se acha melhor. Quero o protagonista, não o figurante.
  7. apetite: voraz. Não gosto de homens que comem saladinhas e bebem suminhos de fruta. Gosto de homens que desfrutem de bons vinhos e pratos suculentos. Ataques de comportamentos de passarinho ultra saudável não são para mim. Quero um bon vivant porque a vida é para isso mesmo. Pelo menos a minha. E que me ensinem o mundo da luxúria alimentar.
  8. olhar: directo. Gosto de homens sem subtilezas no olhar. Indiscretos. Sem timidezes ou faces coradinhas. Sem medo de revelar o que desejam. Daqueles com olhares que fazem tremer e não se desviam quando olhados.
  9. cabelo: curto. Nada de carecadas ou cabelos compridos, liso, perfumado e macio.
  10. idade: entre os 35 e 40. Que já se conheça o suficiente para se dar a conhecer. Acima já têm nostalgias (insuportáveis) do muito que já viveram. Abaixo ainda não viveram.

Quero ver os vossos top ten! E sim, lanço-vos um desafio.

 

As outras tretas sobre a personalidade, cultura, profissões e afins ficam para posts sérios.

 

PS – A minha sorte é ter encontrado alguém assim. Bem não é completamente assim. Mas faz um balanço suficientemente equilibrado para se encaixar neste perfil.


sinto-me: Mulher...
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Porta Aberta por claudia às 15:00
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
Armas químicas

Tenho para mim que os criadores de perfumes são uns frustrados sexuais. Há perfumes que em determinadas peles, em determinadas horas, em determinados encontros são reactores nucleares de emoções proibidas. Há odores que tocam no âmago do coração e tatuam memórias. Há odores que dançam na alma e despertam sonhos e desejos.

Quem cria estas bombas químicas tem como objectivo provocar o desaire, provavelmente como vingança da sua própria frustração. Espalhar o caos. Causar reacções constrangedoras. E contribuir para uma taxa de contenção sexual anti-natura.

Porque como disse há perfumes perigosos. Armas de atracção física. Perfumes que despertam demasiados sentidos. Perfumes que emanam de corpos alheios. Perfumes que nos esmurram quando chocamos inesperadamente com um desconhecido. Cheiros que sugerem momentos. Uma esfera etérea que abraça contactos próximos. Um fantasma sensorial.

Mas depois o que se faz com o coração acordado? Nada. E é cruel despertar um monstro esfomeado e depois dizer-lhe, devagarinho: agora não pode ser… E isto contribui para uma enorme frustração.

Tenho para mim, que os alquimistas de perfumes são frustrados, uns grandes sádicos e com uma grande dose de humor negro. Mas reconheço que criam uma onda invisível e fantástica que contribui para transformar um “simples” toque num toque mágico. Que contribui para transformar uma sensação numa memória.


sinto-me: Fantasmas que nos rodeiam
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Porta Aberta por claudia às 17:11
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Infidelidade: não. Por amor ou por medo?

Afinal o que nos impõe a fidelidade? Partindo do pressuposto que nos enquadramos numa relação reciproca, estável, completa... o que nos segura ao chão antes de pular a cerca?

 

Não são as convenções sociais. Essas à muito que deixaram de esconder comportamentos "atípicos" ou antes raros publicamente. As relações homossexuais, inter-raciais, os filhos fora do casamento, os divórcios, todos os outrora escândalos sociais foram ventilados quando se levantou o tapete. As traições sempre existiram. Não são as correntes sociais, o medo de cometermos um suicídio social (bem pelo contrário, pois por vezes, em certas comunidades, as infidelidades são quase meios de promoção social).

Não são as relações. Sempre se disse que quem tem um bom bife em casa não procura um hambúrguer lá fora (desculpem a analogia gastronómica, mas a frase não é da minha autoria). Pois mesmo que frequentemos constantemente restaurantes gourmet, às vezes o que apetece é mesmo um McDonald's... Não é a própria relação, os elos que cria que nos prendem.

Não é a possibilidade de rejeição do terceiro. Num jogo em que não temos nada a perder, pois sempre voltamos para a relação que existe, uma recusa pelo novo elemento não nos faria mal ao ego, nem nos levaria a chorar perdidamente. Até poderia constituir uma desculpa esfarrapada para o inconsciente se sentir íntegro: afinal não traiu (só quis), afinal não traiu (só tentou). Não é o medo da rejeição, esse não existe ou encontra-se coberto pela segurança da relação principal.

Não é o esforço a aplicar nessa vida paralela. O tempo só tem 24h, parecem estar sempre lotadas e o cansaço teima em fazer parte do nosso discurso e mente. Mas é sempre a viagem em busca de um objectivo, em alcançar algo, que nos faz correr, o jogo da sedução, a descoberta da novidade, o risco, o medo, são estímulos capazes de elaborar estratégias para esticar o tempo, de compensar o cansaço. Gostamos muito mais do esforço para conquistar, do que muitas vezes da própria conquista, por isso não é pela preguiça que ficamos presos.

O momento. O momento é sempre uma justificação comum, o momento e a inconsciência da bebedeira. Todos temos momentos vulneráveis, em que por vulneráveis leia-se estarmos mais susceptíveis de encarar propostas alternativas por pontos de vista mais liberais... mas os momentos são voláteis, temporários. E ultrapassado o impulso inicial, o momento esvai-se e ficamos de novo com a amarra da racionalidade a guiar as nossas acções voluntárias. Não é o timing, porque se vivêssemos de impulsos, certamente não haveria problemas de excesso populacional no planeta.

A confiança e o respeito do parceiro. Serão estes os méritos que nos fazem ficar dentro da cerca? Qualquer traição (quando conhecida) inflige uma dor desnecessária, mina a confiança depositada, humilha o outro. Não há traições boas, daquelas que salvam relações, daquelas que nos fazem ver em outdoor o que nunca enxergamos indoor. Não acredito nisso. Porque lá está, se a pimenta está fora do prato, significa que o prato continuará sempre insonso... Acredito que se respeitamos e confiamos no nosso parceiro, se criamos a cumplicidade necessária para que também ele nos respeite e confie, temos uma base para tudo o resto. E o não querer criar fendas nesta base significa que queremos que tudo o resto se mantenha no equilíbrio que conseguimos obter.

 

Daqui se conclui que é a cobardia de poder perder a relação. Não é a confiança ou o respeito, porque se o fossem, antes deveríamos equacionar a felicidade do outro. Porque se o fossem, antes deveríamos equacionar o outro primeiro do que nós. E não o fazemos pois não?

 

Isto tudo porque a tentação em forma de homem se sentou à minha frente no comboio a semana passada. E perguntei-me, afinal, porque não? Porque não logo à partida?

 

"A violência que nos fazemos para permanecer fiéis àquilo que amamos, não é melhor que uma infidelidade" La Rochefoucauld, François


sinto-me: Virtuosa

Porta Aberta por claudia às 12:15
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
10 Razões para ver um filme pornográfico com ele

Todos já vimos pelo menos um. Todos já nos escandalizámos por tentarem que o admitissemos. Sozinhos ou acompanhados. De noite ou de dia. É uma indústria que vale biliões. Vende-se. E apenas a hipocrisia do puritanismo social continua a colocar este género nas prateleiras do canto no videoclube.

 

Aqui fica o top ten das razões pelas quais deveremos ver um (bom) filme porno com ele:

 

  1. Was it good for you? Apesar do machismo sexista presente em 99,99% dos filmes, o prazer é sempre repartido em doses iguais. Um orgasmo para ele outro para ela... Uma lição de vida... para que ele nunca se esqueça.
  2. Shoe Lovers! Nestes filmes a importância dos sapatos nunca é descurada, uma actriz porno que se preze nunca retira os seus tacões de 20 cm (seja em que posição se encontre). Outra lição para eles: o sapato é um elemento de prazer feminino indiscutível.
  3. Equal Wax Rights! Eles que desviem os olhares por momentos da protagonista da película e se fixem no co-protagonista. Depilação integral para ela e para ele. A reter. E não aceitem a desculpa de que é para facilitar as filmagens!
  4. Money Matters!  O tamanho da conta bancária importa sempre. Já repararam que 99,5% dos cenários das cenas XXX desenrolam-se em mansões luxuosas, carros de alta cilindrada, resorts magníficos, piscinas e jacuzzis de dimensões à medida dos egos? Querido...
  5. If it makes you happy... it can´t be that bad... Afinal copiamos as dicas da Martha Stewart, seguimos as filosofias da Oprah, ouvimos a psicologia do Dr. Phil, copiamos as receitas do Jamie Oliver, imitamos o estilo do Tim Gunn... Porque não podemos ir buscar um pouco de inspiração por aqui?
  6. The Body you Deserve. Sim, a cirúrgia plástica faz milagres (a maquilhagem também). Sim, elas são esculturais. Mas eles também. Por isso amiguito, tu finges que és um adónis e nós umas divas... De qualquer modo, a luz da manhã é sempre filtrada pelo café e pela ressaca.
  7. Sunshine Lovers! A próxima vez que o moçoilo refilar que queremos passar os dias inteiros na fase lagarta a esturricar ao sol, lembrem-lhe: sexo ao ar livre, fantástico... Mas eles estão sempre bronzeados na perfeição!
  8. Duracell Rabbits... Porque o prazer exige tempo... e é preciso justificar a duração dos filmes. O certo é que são gravadas maratonas. A relembrar que a rapidez pertence às autoestradas e ninguém gosta dos "acidentes a alta velocidade".
  9. Another Man?! Ele ficará surpreendido por ver que afinal existe ménage a trois com dois homens! Afinal havia... outro! Os homens são sempre um pouco limitados nestas coisas... pensam sempre que são 2 mulheres!
  10. Discover Yours... é como um ovo Kinder, uma experiência com uma surpresa garantida. 

sinto-me: Luzes, câmara e acção!
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Porta Aberta por claudia às 22:52
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Tips for what?

Todos gostamos de sexo. Aliás a espécie humana é das poucas em que o sexo ultrapassa a simples necessidade de acasalar para a procriação (mesmo que algumas religiões tenham a teimosia cega de o doutrinar assim...). O sexo é um daqueles prazeres que se insere no lema do imoral, ilegal e engorda. Sim, porque chega a ser imoral, tantas vezes ilegal e engorda os bolsos de muitos e muitas (directa e indirectamente). Os hipócritas da timidez puritana social dizem que não gostam de ouvir ou falar de sexo. Mas somos todos voyeurs naturais e as revistas femininas exploram este tema numa frequência indexada à sua rentabilidade. Se na capa vier algo do género "3 Steps to Crazy Sex" ou "Os segredos deles" a revista esgota. O que me leva a pensar: mas quem serão as personalidades que escrevem estes artigos? Que formação ou conhecimento especial têm para ensinar aos restantes ignorantes estes truques infalíveis que mais ninguém se lembrou? E nem vale a pena mencionar os testemunhos das reais Anas, Ritas e outras mulheres com nomes comuns e histórias coincidentes com o artigo... Quem as entrevista e onde? Quem de repente fala com um desconhecido sobre estes temas sempre vivenciados em 4 paredes, por vezes com amplas janelas?

Eu já desconfiava deste marketing para as vendas, chego agora à conclusão que os gajos do marketing são muito inteligentes, mas quem escreve os artigos ou muito ingénuo ou mesmo muito virgem na temática.

 

As dicas mais idiotas e ineficazes... todas prometiam sexo escaldante, ficam os resultados:

 

  1. "deixe uma lingerie sexy espalhada num sítio onde ele a veja". Resultado: discussão desnecessária provocada por um ataque de insegurança masculina sobre o porquê daquela peça estar para ali, com ar de ter sido usada...
  2. "faça amor ao ar livre numa praia". Resultado: a areia é um esfoliante natural não um afrodisíaco. E muito mais a sério: já existe policia marítima e praias vigiadas.
  3. "surpreenda-o com brinquedos sexuais". Resultado: a presença inesperada destes apetrechos - especialmente a aplicar no macho latino - tem um impacto (inicial) digamos que... esmorecedor do ânimo.
  4. "faça telefonemas hot para o trabalho". Resultado: chamadas interrompidas pelo telefonema de um cliente, a chegada do chefe ou uma conversa presencial no open space. Ninguém gosta de coisas interrompidas...
  5. "invista em lingerie sexy". Premissa: sexy com classe erótica, não vulgar. Resultado: corre tudo muito bem até ao momento em que virem a vossa La Perla ser atirada para o chão com a mesma intensidade dos boxers de 2€ que ele compra na C&A. Seguem-se as discussões típicas como se ele pisasse com os ténis imundos aquele par lindo de sandálias novas da Guess acabadinhas de comprar.
  6. "faça uma proposta de convivio com casais ou terceiros". Resultado: dependente da razão para a aceitação ou negação da proposta. De qualquer das formas fica sempre uma interrogação negativa no ar.
  7. "aposte num jantar romântico". Resultado: se for em restaurante: o afrosidiaco perde o efeito com a conta do manjar. Se for em casa: a limpeza da cozinha no dia seguinte mata sempre a piada da coisa. Pior, há sempre o risco de uma indigestão em certos menus especiais.
  8. "brinque num banho a dois". Resultado: satisfatório apenas caso exista uma banheira suficientemente ampla para dois (muito raro).
  9. "massagens preliminares relaxantes". Resultado: se a massagem for mesmo boa, é normal o massajado adormecer ou atingir aquele nível de paz que precede uma noite de sono tranquila. O resto? Para depois.
  10. "não se esqueça das festinhas e demonstrações de amor após". Resultado: não apetece. Nem é por aí que se chega ao bis. Os atletas fazem novamente o mesmo aquecimento após a maratona, não, pois não?

 

 

P.S. 1 - A Playboy não costuma ter estas dicas em formato masculino pois não? Porque raio as revistas femininas se preocupam tanto em dicas para satisfazer o parceiro? Não devia ser ao contrário? Dicas para nós?

 

P.S. 2 - As dicas de deixar as revistas abertas na publicidade para que ele repare no que nos deveria comprar, também não resultam!


sinto-me: Quem escreve estas coisas?
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Porta Aberta por claudia às 16:59
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
Os Homos e os Heteros...

Nestas surfadas sem mar da Internet descobri recentemente os blogs de um casal gay. Confesso - mea culpa - que a curiosidade em acompanhar este dia a dia me levou a ler os posts mais recentes e a espiá-los regularmente.

 

Nunca concordei com discriminações pelas preferências sexuais de cada um. Acho que às vezes o próprio facto de se "verem obrigados" a comunicar ao mundo que são gays já é um factor que leva à discriminação. Os hetero não andam por aí em reuniões familiares, profissionais ou reality shows a assumirem-se, pois não? O que é que a sociedade tem a ver se o prazer de cada um passa por um homem, mulher ou ambos?

E quanto à religião? Se a Igreja se preocupasse mais em distribuir a riqueza que tem pelos pobres (a que apela caridade e generosidade aos outros), em vez de culpabilizar e tornar pecaminosa a felicidade das suas ovelhas, o rebanho pastava muito mais.

 

Pessoalmente ainda não convivi de perto com nenhum gay. Homem ou Mulher. Sim, porque lá porque são gays não deixam de ser Homens ou Mulheres. Não é? O facto de ser gay não implica necessariamente um passo para a transexualidade.

 

O que odeio mesmo relacionado com a discriminação, nem é o por de lado as pessoas (acredito que existam mentes menos abertas que se sintam desconfortáveis e há que respeitá-las também) é a hipocrisia. É aqueles velhos do Restelo que infelizes na sua vida resolvem atacar a felicidade dos outros acusando-os de anormalidade, imoralidade e heresia. Apenas porque vêm o amor entre os outros. O amor que não têm. E quem sabe, a realização de fantasias para as quais não têm coragem de viver.

 

 

As minhas coisas idiotas favoritas sobre a homessuaxilidade:

 

Por ser gay...

  • vai se atirar a mim ou vai-me converter/contaminar em gay.  Eu sou hetero e nem todos os homens são o meu tipo e não ando atrás de todos, pois não? Quanto às conversões... fiquem felizes os que conseguem pregar amor à sua cara-metade.
  • só pensa em sexo. E os machos latinos que se orgulham tanto da sua masculinidade? Não é um atributo sexual? E ainda por cima muito grosseiro e sem qualquer interesse. Claro que nem os gays, nem os heteros pensam sempre em sexo. No entanto, começo a chegar à conclusão que se as pessoas pensassem mais em sexo andavam mais felizes.
  • é feminino ou masculina. Atém podem haver "bichas" e "marias-rapaz". Mas não acredito nestes estereótipos. Também há louras burras e os cromos. E as gorduchinhas. E as beatas. Pelo contrário, muitos metrossexuais são gays. E como gostava que mais homens hetero lhes seguissem o exemplo... Fora a barriga sem forma, a roupa sem graça, out e mal vestida, o cabelo sem corte, o corpo descuidado, os pêlos selvagens. Também há estética para homens. E massagens. Ouviram falar machos latinos?
  • tem muitas amigas mulheres. Eu sou hetero e a maioria dos meus amigos são homens. Porque continuo a achar os homens mais directos, simples, práticos e sinceros. Isso faz de mim o quê? Não sei se é verdade ou não. A verificar.
  • é sexualmente muito mais activo e criativo com recurso a muitos brinquedos. O que tenho a dizer? Heteros sigam o exemplo!
  • tem profissões definidas: cabeleireiro, fotógrafo, estilista, florista... Cá para mim muitos políticos que por aí andam são gays não assumidos e frustrados por levarem uma vida hetero que não lhes interessa. Não acredito. Que raio tem a profissão a ver com a vida sexual? Bem pode diminuir muito esta última, ok. Ou pelo contrário. Não percebo essa ligação. A verificar.
  • praticam posições sexuais contra natura. O que é isso?

Larguem os tabus e sejam felizes. Acredito que se as pessoas fossem sinceras com elas próprias, podiam ser muito mais felizes com a sua vida. E quem é feliz com a sua vida não se preocupa em encontrar telhados de vidro nos outros.


sinto-me:

Porta Aberta por claudia às 12:18
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