Top 10 dos pontos comuns entre política e sexo:
O sexo faz necessariamente parte de uma relação?
Não sendo necessário que duas pessoas se gostem entre si para ter sexo, não sendo necessária uma relação para que duas pessoas tenham sexo, será que o contrário é necessário… é necessário sexo numa relação?
O sexo surge nos primórdios como instinto de sobrevivência da espécie, de simples procriação no reino animal. Em sociedade evolui-se para o conceito de garantir descendência ao património. Actualmente, em sociedade ocidental o papel do sexo é maioritariamente de ferramenta de auto-estima. A descendência controla-se e evita-se em 99% dos casos, sendo o objectivo sexual uma contribuição para a nossa felicidade. E o sexo liga-se directamente ao prazer físico, um canal directo na nossa capacidade para nos sentirmos bem.
Associar o sexo ao prazer emocional ou pior acreditar na pretensão que pelo sexo solidificamos um amor ou temos provas de amor é um daqueles mitos sociais que engrossam as estatísticas das adolescentes grávidas, mães involuntariamente solteiras e quarentonas frustradas… O sexo está ligado à atracção física, ao desejo de prazer, ao nosso bem estar, até porque o corpo tem de lidar com um conjunto de hormonas e outros mecanismos internos aliados a esta coisa básica.
Aliás ter sexo com alguém de quem gostamos é um comodismo social proporcionado pela monogamia. É mais fácil, está à mão, é socialmente aceite e até pode fortalecer a relação (se o sexo for bom, cuidado com o impacto de mau sexo numa relação). Porque ter sexo é sermos aceites e desejados por outrem. É o fogo que alimenta a nossa auto estima, o gostarmos de nós. E aí o sexo tem um papel activo.
Mas não é o único factor. Nem para nós, nem para uma relação.
Numa relação desejamos o outro por amor? Ou simplesmente porque aquele físico nos atrai? E está mesmo ali?
E legitimo inventar problemas se esse físico deixar de nos atrair? Ou simplesmente se o parceiro ou nós não formos grande coisa na cama? A relação tem problemas? Ou haverá mais problemas se virmos o sexo como (mais) uma obrigação na relação?
O sexo não implica amor. E o amor não implica necessariamente sexo.
Obvio que o sexo (quando bom) fortalece a relação, porque simplesmente contribui para que ambos criem laços de intimidade e cumplicidade inatingíveis de outra forma, contribui para aquelas ligações invisíveis no casal.
Claro que é estranho dizermos que o sexo não é necessário numa relação. Mas é o mesmo que dizermos que é estranho um casal, sê-lo enquanto casal, porque necessariamente se atrai física e mutuamente. Por isso das duas uma: ou nos juntamos porque nos atraímos fisicamente (e lá se vai o romantismo do amor) ou estamos juntos por um conjunto de outras razões, das quais o sexo não necessariamente faz parte.
Se o sexo é um indicador do tipo de relação? Talvez. Define uma relação? Não. Faz parte de uma relação? Não sei.
(hoje deu-me para isto, digam lá que já não tinham saudades dos meus top 10?):
Quero ver os vossos top ten! E sim, lanço-vos um desafio.
As outras tretas sobre a personalidade, cultura, profissões e afins ficam para posts sérios.
PS – A minha sorte é ter encontrado alguém assim. Bem não é completamente assim. Mas faz um balanço suficientemente equilibrado para se encaixar neste perfil.
Tenho para mim que os criadores de perfumes são uns frustrados sexuais. Há perfumes que em determinadas peles, em determinadas horas, em determinados encontros são reactores nucleares de emoções proibidas. Há odores que tocam no âmago do coração e tatuam memórias. Há odores que dançam na alma e despertam sonhos e desejos.
Quem cria estas bombas químicas tem como objectivo provocar o desaire, provavelmente como vingança da sua própria frustração. Espalhar o caos. Causar reacções constrangedoras. E contribuir para uma taxa de contenção sexual anti-natura.
Porque como disse há perfumes perigosos. Armas de atracção física. Perfumes que despertam demasiados sentidos. Perfumes que emanam de corpos alheios. Perfumes que nos esmurram quando chocamos inesperadamente com um desconhecido. Cheiros que sugerem momentos. Uma esfera etérea que abraça contactos próximos. Um fantasma sensorial.
Mas depois o que se faz com o coração acordado? Nada. E é cruel despertar um monstro esfomeado e depois dizer-lhe, devagarinho: agora não pode ser… E isto contribui para uma enorme frustração.
Tenho para mim, que os alquimistas de perfumes são frustrados, uns grandes sádicos e com uma grande dose de humor negro. Mas reconheço que criam uma onda invisível e fantástica que contribui para transformar um “simples” toque num toque mágico. Que contribui para transformar uma sensação numa memória.
Afinal o que nos impõe a fidelidade? Partindo do pressuposto que nos enquadramos numa relação reciproca, estável, completa... o que nos segura ao chão antes de pular a cerca?
Não são as convenções sociais. Essas à muito que deixaram de esconder comportamentos "atípicos" ou antes raros publicamente. As relações homossexuais, inter-raciais, os filhos fora do casamento, os divórcios, todos os outrora escândalos sociais foram ventilados quando se levantou o tapete. As traições sempre existiram. Não são as correntes sociais, o medo de cometermos um suicídio social (bem pelo contrário, pois por vezes, em certas comunidades, as infidelidades são quase meios de promoção social).
Não são as relações. Sempre se disse que quem tem um bom bife em casa não procura um hambúrguer lá fora (desculpem a analogia gastronómica, mas a frase não é da minha autoria). Pois mesmo que frequentemos constantemente restaurantes gourmet, às vezes o que apetece é mesmo um McDonald's... Não é a própria relação, os elos que cria que nos prendem.
Não é a possibilidade de rejeição do terceiro. Num jogo em que não temos nada a perder, pois sempre voltamos para a relação que existe, uma recusa pelo novo elemento não nos faria mal ao ego, nem nos levaria a chorar perdidamente. Até poderia constituir uma desculpa esfarrapada para o inconsciente se sentir íntegro: afinal não traiu (só quis), afinal não traiu (só tentou). Não é o medo da rejeição, esse não existe ou encontra-se coberto pela segurança da relação principal.
Não é o esforço a aplicar nessa vida paralela. O tempo só tem 24h, parecem estar sempre lotadas e o cansaço teima em fazer parte do nosso discurso e mente. Mas é sempre a viagem em busca de um objectivo, em alcançar algo, que nos faz correr, o jogo da sedução, a descoberta da novidade, o risco, o medo, são estímulos capazes de elaborar estratégias para esticar o tempo, de compensar o cansaço. Gostamos muito mais do esforço para conquistar, do que muitas vezes da própria conquista, por isso não é pela preguiça que ficamos presos.
O momento. O momento é sempre uma justificação comum, o momento e a inconsciência da bebedeira. Todos temos momentos vulneráveis, em que por vulneráveis leia-se estarmos mais susceptíveis de encarar propostas alternativas por pontos de vista mais liberais... mas os momentos são voláteis, temporários. E ultrapassado o impulso inicial, o momento esvai-se e ficamos de novo com a amarra da racionalidade a guiar as nossas acções voluntárias. Não é o timing, porque se vivêssemos de impulsos, certamente não haveria problemas de excesso populacional no planeta.
A confiança e o respeito do parceiro. Serão estes os méritos que nos fazem ficar dentro da cerca? Qualquer traição (quando conhecida) inflige uma dor desnecessária, mina a confiança depositada, humilha o outro. Não há traições boas, daquelas que salvam relações, daquelas que nos fazem ver em outdoor o que nunca enxergamos indoor. Não acredito nisso. Porque lá está, se a pimenta está fora do prato, significa que o prato continuará sempre insonso... Acredito que se respeitamos e confiamos no nosso parceiro, se criamos a cumplicidade necessária para que também ele nos respeite e confie, temos uma base para tudo o resto. E o não querer criar fendas nesta base significa que queremos que tudo o resto se mantenha no equilíbrio que conseguimos obter.
Daqui se conclui que é a cobardia de poder perder a relação. Não é a confiança ou o respeito, porque se o fossem, antes deveríamos equacionar a felicidade do outro. Porque se o fossem, antes deveríamos equacionar o outro primeiro do que nós. E não o fazemos pois não?
Isto tudo porque a tentação em forma de homem se sentou à minha frente no comboio a semana passada. E perguntei-me, afinal, porque não? Porque não logo à partida?
"A violência que nos fazemos para permanecer fiéis àquilo que amamos, não é melhor que uma infidelidade" La Rochefoucauld, François
Todos já vimos pelo menos um. Todos já nos escandalizámos por tentarem que o admitissemos. Sozinhos ou acompanhados. De noite ou de dia. É uma indústria que vale biliões. Vende-se. E apenas a hipocrisia do puritanismo social continua a colocar este género nas prateleiras do canto no videoclube.
Aqui fica o top ten das razões pelas quais deveremos ver um (bom) filme porno com ele:
Todos gostamos de sexo. Aliás a espécie humana é das poucas em que o sexo ultrapassa a simples necessidade de acasalar para a procriação (mesmo que algumas religiões tenham a teimosia cega de o doutrinar assim...). O sexo é um daqueles prazeres que se insere no lema do imoral, ilegal e engorda. Sim, porque chega a ser imoral, tantas vezes ilegal e engorda os bolsos de muitos e muitas (directa e indirectamente). Os hipócritas da timidez puritana social dizem que não gostam de ouvir ou falar de sexo. Mas somos todos voyeurs naturais e as revistas femininas exploram este tema numa frequência indexada à sua rentabilidade. Se na capa vier algo do género "3 Steps to Crazy Sex" ou "Os segredos deles" a revista esgota. O que me leva a pensar: mas quem serão as personalidades que escrevem estes artigos? Que formação ou conhecimento especial têm para ensinar aos restantes ignorantes estes truques infalíveis que mais ninguém se lembrou? E nem vale a pena mencionar os testemunhos das reais Anas, Ritas e outras mulheres com nomes comuns e histórias coincidentes com o artigo... Quem as entrevista e onde? Quem de repente fala com um desconhecido sobre estes temas sempre vivenciados em 4 paredes, por vezes com amplas janelas?
Eu já desconfiava deste marketing para as vendas, chego agora à conclusão que os gajos do marketing são muito inteligentes, mas quem escreve os artigos ou muito ingénuo ou mesmo muito virgem na temática.
As dicas mais idiotas e ineficazes... todas prometiam sexo escaldante, ficam os resultados:
P.S. 1 - A Playboy não costuma ter estas dicas em formato masculino pois não? Porque raio as revistas femininas se preocupam tanto em dicas para satisfazer o parceiro? Não devia ser ao contrário? Dicas para nós?
P.S. 2 - As dicas de deixar as revistas abertas na publicidade para que ele repare no que nos deveria comprar, também não resultam!
Nestas surfadas sem mar da Internet descobri recentemente os blogs de um casal gay. Confesso - mea culpa - que a curiosidade em acompanhar este dia a dia me levou a ler os posts mais recentes e a espiá-los regularmente.
Nunca concordei com discriminações pelas preferências sexuais de cada um. Acho que às vezes o próprio facto de se "verem obrigados" a comunicar ao mundo que são gays já é um factor que leva à discriminação. Os hetero não andam por aí em reuniões familiares, profissionais ou reality shows a assumirem-se, pois não? O que é que a sociedade tem a ver se o prazer de cada um passa por um homem, mulher ou ambos?
E quanto à religião? Se a Igreja se preocupasse mais em distribuir a riqueza que tem pelos pobres (a que apela caridade e generosidade aos outros), em vez de culpabilizar e tornar pecaminosa a felicidade das suas ovelhas, o rebanho pastava muito mais.
Pessoalmente ainda não convivi de perto com nenhum gay. Homem ou Mulher. Sim, porque lá porque são gays não deixam de ser Homens ou Mulheres. Não é? O facto de ser gay não implica necessariamente um passo para a transexualidade.
O que odeio mesmo relacionado com a discriminação, nem é o por de lado as pessoas (acredito que existam mentes menos abertas que se sintam desconfortáveis e há que respeitá-las também) é a hipocrisia. É aqueles velhos do Restelo que infelizes na sua vida resolvem atacar a felicidade dos outros acusando-os de anormalidade, imoralidade e heresia. Apenas porque vêm o amor entre os outros. O amor que não têm. E quem sabe, a realização de fantasias para as quais não têm coragem de viver.
As minhas coisas idiotas favoritas sobre a homessuaxilidade:
Por ser gay...
Larguem os tabus e sejam felizes. Acredito que se as pessoas fossem sinceras com elas próprias, podiam ser muito mais felizes com a sua vida. E quem é feliz com a sua vida não se preocupa em encontrar telhados de vidro nos outros.
Portas de Casa
Portas do Contra
Portas de Mãe
Portas de Mulher
Portas de Pensamentos