Há coisas que parecem simples... mas que quando as tentamos realizar exigem escalar verdadeiras torres de Babel. Conhecermo-nos é uma dessas epopeias. Uma dessas viagens fantásticas, longas e intermináveis. Este blog é uma dessas viagens.
Portas acabadinhas de Abrir

Há monstros entre nós

Portas a (Re)abrir

Top 10 das recentes estup...

Ser criança hoje...

Qual a verdadeira razão d...

Parabéns ao meu segundo s...

Primavera

Filosofia da vida

Parvos que são

Línguas afiadas, corações...

Sabes?

Amor Combustível

Portas já Abertas

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

A contar desde 15/07/09
pesquisar neste blog
 

Sexta-feira, 8 de Abril de 2011
Há monstros entre nós

Este é um post negro, simplesmente porque hoje há um buraco negro e vazio onde dantes estava o coração de umas famílias, ali, no Brasil.

Com a ligeirice que caracteriza os media, entre a novela da crise e o futebol dá-se nota de mais um episódio de barbárie cruel, em que um mostrengo de merda mata 11 crianças numa escola e tem o luxo de se suicidar a seguir, deixando para trás uma nota com instruções sobre o seu enterro sob os preceitos islamistas. Porquê?

Provavelmente até o vão enterrar (será que vão escrever aqui jaz um monstro que matou 11 crianças?). Como este, existiram e existirão mais abortos de humanidade. Em escolas, centros comerciais, aviões, ruas, transportes… onde as mentes alucinadas caírem. No mundo das bestas não existem regras lógicas. Só o caos da brutalidade animal estupidamente irracional e selvagem.

São seres anónimos no meio de nós que saem do armário para encurralarem outros nele. Matam inocentes e destroem famílias numa dor inimaginável, sem qualquer justificação que não um impulso diabólico. Porquê?

Nestas alturas a minha fé não resiste. E questiono-me que deus de amor e de misericórdia pode pactuar com o infligir deste sofrimento pela morte de inocentes. Porquê?

Ontem houve 22 pais a quem lhes foi sacrificado o coração e castrada a vontade de viver. Assim, de repente, sem aviso um monstro emerge e destrói o mais belo da vida. Espalha e semeia a dor e desaparece. Porquê?

Sou a favor da pena de morte. Mas nestes casos, a única forma de fazer justiça seria ensinar a sofrer a besta, tentando aproximá-la de ser pessoa, para que pudesse ter uma aproximação de consciência e uma aproximação de um arrependimento e uma aproximação de uma culpa dolorosa pelo que provocou. Aproximação, porque estes seres nunca serão pessoas. É como tentar domesticar um animal selvagem, nunca deixará de ser animal, mas sabe que tem um dono, e que existem regras se quer a comida na tigela ou partilhar um afecto.

Não teria palavras para confortar os pais, nem acredito que venham a ler isto, não imagino a angústia e a dor das lágrimas que estão a derramar enquanto a malta continua a rir-se estupidamente do vídeo do Sócrates. Neste luto que viverão até também eles morrerem fica a partilha na revolta, a solidariedade por conhecer a dimensão infinita do amor por um filho. Porquê?

A vida continua, todos sabemos. Mas para estes pais, com demasiada dor, numa cruz esmagadora. Porquê?


Tags:

Porta Aberta por claudia às 14:31
link do post | comentar | ver comentários (21) | adicionar aos favoritos

Produzido por Cláudia Roberto © 2009 - Todos os direitos reservados
Eu
Os que entram pela porta
Tags

todas as tags

Outras Portas por onde Entro
Portas com Mais Pegadas no Tapete
Abril 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27

29
30


blogs SAPO
subscrever feeds